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	<title>Overlook Hotel</title>
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	<description>Lista de discussão sobre Stephen King</description>
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		<title>Overlook Hotel</title>
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			<item>
		<title>No Acalanto da Noite</title>
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		<comments>http://overloookhotel.wordpress.com/2009/01/12/no-acalanto-da-noite/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 00:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos de Final de Ano]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis,
Mais um conto para nosso concurso.
- Andy
Kleber estava terminando sua cerveja e pensando sobre os últimos acontecimentos em sua vida. Na razão pela qual estava tão distante de casa. Escondido dos problemas e principalmente de problemas ainda maiores.
Havia sido idéia de Ratão ele dar um tempo na casa da irmã, no interior de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=184&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis,</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Mais um conto para nosso concurso.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy</em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Kleber estava terminando sua cerveja e pensando sobre os últimos acontecimentos em sua vida. Na razão pela qual estava tão distante de casa. Escondido dos problemas e principalmente de problemas ainda maiores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Havia sido idéia de Ratão ele dar um tempo na casa da irmã, no interior de São Paulo. Pelo menos até as coisas esfriarem. O incidente com a velha poderia trazer mais complicações, e isso poderia afetar todo o esquema que eles tinham na região. Portanto, o melhor era dar um tempo longe do local e voltar só quando as coisas se acalmassem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">A velha tinha estragado tudo. Custava ela ter colaborado no assalto? Não, ela tinha que dar uma de mocinha e reagir, dando-lhe bolsadas na cabeça e gritando por ajuda. Ele não tinha a intenção de feri-la, mas quando percebeu já tinha lhe enfiado o canivete logo abaixo da axila esquerda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">O problema maior era que a velha era mãe de um policial, e ele sabia que o coxinha não iria deixar de ir atrás dele, e de quem estivesse com ele.</span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Mais uma gelada, por favor? Pediu      ao balconista.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">É pra já, filho! &#8211; disse o      balconista pegando mais uma garrafa de seu freezer horizontal.</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">O lugar não estava muito cheio. Havia alguns homens jogando dominó e outros jogando sinuca. Já estava na cidadezinha há uns três dias e não estava mais aguentando o lugar. Era sossegado demais para ele. A agitação da cidade era o que lhe agradava. O tumulto das pessoas trafegando pelas ruas. Além do que, era perfeito para executar seus furtos e sumir no meio da multidão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Desde que seus pais morreram em um acidente de carro, há 10 anos, e ele passara a morar com uma tia, as coisas haviam se enveredado por outro caminho. Estava com 13 anos na época, e as mudanças da adolescência já estavam aparecendo. O nervosismo e a intolerância já eram presentes, mas com a falta dos pais esses sentimentos haviam sido multiplicados. Logo ao mudar de escola, por conta de ir morar com a irmã de sua mãe, ele começou a se envolver com uma turminha barra pesada. Conheceu os cigarros de maconha, e antes do final do ano já estava tendo seus momentos de intimidade com a cocaína</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Mas Kleber sempre procurou esconder tudo dos tios. Não entregava os bilhetes que a diretoria encaminhava. Quando seu tia participava das reuniões ele sempre dizia que os professores estavam de marcação com ele. Que suas notas não eram tão ruins. Tudo graças às colas que pegava dos colegas em troca de um pouco de erva. Mas isso seus tios não precisavam saber, é claro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">As coisas ficaram melhor quando seu tio faleceu, 4 anos depois, deixando sua tia quase louca e apavorada em poder cuidar das contas do mês. Foi quando ele largou os estudos, com o pretexto de ajudar sua tia nas despesas de casa. No entanto, o dinheiro que vinha para dentro de casa era fruto dos furtos de Kleber.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Através dos amigos ele conheceu Ratão, que gostou do jeito do rapaz e viu que poderia usá-lo nas diversas formas de trabalho ilícito que tinha montado na região.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Por vezes quase havia sido apanhado pelos policiais. Mas era esperto, e sempre conseguiu se safar. Mas tudo mudou com o assalto da velha. No dia seguinte duas viaturas começaram a fazer patrulha na área, forçando-o a ficar escondido. Foi quando Ratão sugeriu a mudança de ares.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Sua tia não desconfiou muito. Há tempos que queria um pouco de paz e distancia do sobrinho. Quando ele disse que iria visitar a irmã, ela apoiou a decisão com um grande sorriso nos lábios.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">E lá estava ele, em volta com um povo sem graça e privado de poder cometer seus delitos, pois além de tudo a cidade era muito pequena, e qualquer tentativa de poder realizar qualquer assalto iria lhe incriminá-lo, e no momento ele tinha que manter os olhares longe da sua pessoa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">O som da pedra de dominó sendo esmagada contra a mesinha de madeira chegou até seus ouvidos, arrancando-o de seus pensamentos.</span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Bati, pato! Gritou um dos caras da mesa.- Fechamos o raio, hehehe. Lambreta, lambreta ?- Ria ele com sua boca desdentada.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Mas agora vamos à forra,      Juvenal ? &#8211; disse um dos adversários.</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:72pt;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Juvenal olhou para seu relógio e sacudiu a cabeça.</span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Fica pra uma próxima, pessoar. Tá ficando tarde, e tenho um caminho longo pela frente. Não quero ser pego pelo lobisomem.</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:72pt;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Kleber quase cuspiu a cerveja da boca com vontade de rir.</span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Lobisomem? Vocês acreditam      ainda nessas histórias? Perguntou Kleber não se contendo.</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:72pt;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Juvenal se virou e encarou o rapaz com os olhos cerrados.</span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Ocê num é daqui, né garoto?</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Não, sou da capital! Disse Kleber com o queixo erguido em sinal de superioridade.- Estou passando uns dias na casa da minha irmã.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Pois se fosse você não iria      demorar muito pra ir pra casa.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Por causa do lobisomem?      Disse Kleber sufocando um riso com as costas da mão.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Escuta aqui, filho! Por essas bandas tem um bicho que anda durante as noite de lua cheia, como hoje, e posso te dizer que num é um bicho quarqué. É um bicho que perambula pelo nosso quintar, e se apropria das nossas criação. É um bicho que num tem medo de nada e que seus uivos congela o sangue nas veia de quarqué um. Se fosse ocê, num ficava se disfazendo das coisa que num conhece. Principarmente de uma coisa que num pertence ao mundo dos vivo.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Como assim “dos      vivo”, alguém já tentou matar essa tal criatura e não conseguiu?</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Sim, senhor! Foi isso mesmo que já tentaro fazê. Mas ninguém nunca conseguiu penetrar o couro do bicho. Nem com tiro, nem com faca, nem pau e nem pedra. Nunca conseguiram tirar uma gota de sangue daquele bicho. Dizem até que ele consegue sentir o cheiro de gente ruim. Já ficamos sabendo de pessoas que encontraram com a criatura e levaram uma sova daquelas. Pessoas que num eram muito boas e outras que num acreditavam que a criatura existia. É um bicho de que não se pode fugir e nem enfrentar.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">O senhor deve estar brincando comigo &#8211; disse Kleber olhando para o senhor na sua frente. Mas os o lhos de Juvenal não demonstravam brincadeira. Eram os olhos de alguém que já havia visto muita coisa na vida. Olhos experientes e matreiros.</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Kleber olhou para as demais pessoas que estavam no estabelecimento, e todos prestavam atenção ao que estava sendo dito e encaravam Kleber de maneira hostil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Era como estar rodeado de lobos. Observando cada movimento seu, esperando apenas o momento do ataque.</span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Tudo bem, gente! Eu acredito      em vocês. É que na cidade não temos a oportunidade de encontrarmos esse      tipo de animal.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Acho que está na hora de      você ir pra casa, filho! Disse o balconista de maneira pouco amigável.</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Kleber sentiu que era o melhor a ser feito. Tirou o dinheiro da carteira e pagou pelas bebidas.</span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;">Tenham uma boa noite! Disse      ele aos senhores que estavam ali.</span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Eles não responderam, e na verdade Kleber nem estava esperando que o fizessem. O melhor era ir para casa tomar um banho quente e ir para a cama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">A casa de sua irmã era um pouco distante do bar em que estava. Mas Kleber não estava com muita presa de chegar logo. Aqueles caras estavam ficando caducos. Bando de senis. Eles que acreditassem nas histórias malucas que inventavam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Havia um modo de Kleber chegar mais rápido até a casa da irmã. Era por dentro de um pasto próximo. Não que ele quisesse chegar mais rápido em casa, mas era um excelente lugar para acender um baseado. Longe dos olhares curiosos do lugar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Kleber pulou a cerca de arame farpado e se encaminhou para debaixo de uma árvore que ficava quase no meio do pasto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">A lua brilhava leitosa acima de sua cabeça. Uma linda noite de lua cheia. Ideal para namorar, ou queimar um baseado. Como ele não estava com nenhuma garota, o melhor era acender logo o bagulho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Se acomodou junto ao tronco da árvore e tratou de acender seu companheiro. Logo nas primeiras puxadas começou a se sentir mais tranqüilo. Mais leve, solto e alegre. Um sentimento que só aquelas maravilhas podiam lhe proporcionar. Sabia que os olhos logo estariam vermelhos. Mas sempre podia colocar a culpa na cerveja. Sua irmã e seu cunhado não iriam desconfiar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Um som abafado chegou até os ouvidos de Kleber. Que não deu muita atenção, por conta dos efeitos da maconha. Logo o barulho se tornou mais próximo. Sons parecidos com pisadas, só que mais suaves, mais macias, acolchoadas, como patas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">O grande vulto passou por Kleber, e parou. Kleber se engasgou com aquela visão. A criatura voltou seu enorme volume corporal na direção dele. Fungando o ar. Sentindo o aroma que estava ao seu redor. Sentindo o cheiro de Kleber. Era o maior cachorro que ele já vira. Um pastor-alemão gigantesco. Seus olhos encontraram os olhos do animal. Um amarelo-alaranjado penetrante. Kleber começou a duvidar que se tratasse de um cachorro. Talvez fosse o animal de que os caras do bar estavam falando. O lobisomem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Ele sacou seu canivete automático, mas não teve de usá-lo, pois a enorme pata desceu sobre sua mão e lhe arrancou o canivete, junto com outros três dedos. O nó na garganta não lhe permitiu que soltasse nenhum som em busca de socorro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">O enorme animal se aproximou ainda mais de Kleber. Seu focinho quase lhe tocava o nariz. Seus olhos agiam como que imãs aos olhos de Kleber. Era impossível se desviar deles. A vontade do animal era maior que sua vontade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Dizem que quando estamos próximos da morte um filme passa diante de nossos olhos. Kleber pôde ver esse filme através dos olhos do grande animal. Um filme de sua vida de maldades, brutalidades e crimes. A última imagem que lhe chegou aos olhos foram da pobre velhinha que tinha lhe atravessado o caminho. Viu-a tentando lhe repudiar com a bolsa e viu quando o canivete lhe penetrou na carne, fazendo com que a pobre senhora parasse de atacá-lo e se contorcesse de dor no meio da calçada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Aquela imagem lhe revelou no que ele havia se tornado. Ele percebeu em que tipo de ser humano ele era agora. Talvez por isso ele não tenha conseguido lutar quando o grande animal enterrou os enormes dentes em seu pescoço. Foi uma morte rápida, quase indolor. Afinal, ele poderia até agradecer por esse desfecho derradeiro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;">Nunca encontraram seu corpo, e sua irmã achava que Kleber poderia estar em qualquer lugar, já que tinha uma vida totalmente incerta, e os caras do bar não comentaram mais sobre aquela noite em que viram o garoto pela última vez. No fundo eles sabiam o que havia acontecido. Mas a coisa havia se tornado um segredo entre eles. Um segredo que eles compartilhavam apenas com a grande criatura e com a lua cheia, leitosa e imponente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;line-height:normal;" align="center"><span style="font-size:12pt;">FIM</span></p>
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		<title>Você sabe que é fã de Stephen King quando&#8230;</title>
		<link>http://overloookhotel.wordpress.com/2008/12/31/voce-sabe-que-e-fa-de-stephen-king-quando/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 14:25:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relatos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis,
Ei um texto muito interessante (e verdadeiro, hehehe) para descobrir se você é realmente um fã do mestre, hehehe. Divirtam-se
- Andy Dufresne
Você sabe que é fã de Stephen King quando&#8230;

tem medo de palhaços e rotweillers&#8230;
se alguém tosse perto de vc, vc sai correndo gritando &#8220;Capitão viajante, capitão viajante&#8221;!!!!!!!!!!!!!
tem um certo receio de andar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=179&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis,</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Ei um texto muito interessante (e verdadeiro, hehehe) para descobrir se você é realmente um fã do mestre, hehehe. Divirtam-se</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy Dufresne</em></p>
<h4 class="beTitle">Você sabe que é fã de Stephen King quando&#8230;</h4>
<div id="msgcns!74AE53950F10C137!991" class="bvMsg">
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">tem medo de palhaços e rotweillers&#8230;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">se alguém tosse perto de vc, vc sai correndo gritando &#8220;Capitão viajante, capitão viajante&#8221;!!!!!!!!!!!!!</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">tem um certo receio de andar de trem&#8230;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando seu (sua) namorado (a) propõe lhe algemar na cama para uma noite selvagem, vc termina o namoro na mesma hora!</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">vc fica longe (beeem longe) de plymouth vermelhos&#8230;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando vc vê uma grávida e logo quer ensiná-la um método respiratório&#8230;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">passou a ter medo de lagostas!! (torre negra II)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">pertence ao grupo q nunca irá debochar daquela garota nada popular do seu colégio, q todos consideram estranha e bizarra. (Carrie, obvio).</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">vc chama todo e qualquer rato que aparece de &#8220;MR. Jingles&#8221; !!!! (a espera de um milagre)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">vc passa a usar expressões como: &#8220;bananas por Deus&#8221; e &#8220;freddy me foda!!&#8221; (o apanhador de sonhos)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">vc tem um apanhador de sonhos no quarto!!!!</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">morre de medo de cidades pequenas e de seus habitantes</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">começa a olhar dentro do ralo da pia para ver dedos, jatos de sangue ou ouvir vozes</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">acha estradas e viagens nada agradáveis</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">acha os trailers particularmente interessantes</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">fica fascinado por rosas</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">considera as personagens como se fossem grandes amigos e sente saudades deles</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">fica imaginando &#8220;Como pode existir alguém tão especial?&#8221; ou &#8220;Existe alguém mais inteligente que Stephen King?&#8221; ou &#8220;King é simplesmente um gênio&#8221; ou &#8220;Só pode ser Deus&#8221;.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">todos seus amigos sabem todos os livros do SK sem nunca ter lido e começam a dizer &#8220;Se você falar mais uma vez o nome desse cara eu te mato.&#8221;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">fica somando para ver quantas páginas escritas pelo mestre você já leu</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">fica refletindo dias e mais dias &#8220;Qual será meu próximo King&#8221;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">fica meses e mais meses juntando dinheiro para comprar algum livro do King</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">só lê outros autores se estiver morto de curiosidade ou obrigado, e mesmo assim acha um desperdício, porque você poderia estar lendo King</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">começa a achar perigosíssimo brincar com barquinhos de papel (se o seu filho inventar uma coisa perigosa assim fica de castigo!) (IT)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando um amigo fala alguma besteira vc diz &#8221; BIP BIP fulano &#8221; (a coisa)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">tem medo de fixar o olhar pros imãs de geladeira e ver eles se mexendo (saco de ossos)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tem uma desculpa para não parar de fumar, com medo de começar a ver pessoas estranhas.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Nem sonha em ter um cachorro São Bernardo.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">se perde o sono fica com medo de começar a ver o mundo, meio, &#8220;colorido&#8221;.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Uma formiga anda por vc e vc se lembra na hora de A Casa Negra.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">As vezes pensa em como seria mover coisas, colocar fogo em coisas, ver coisas quando pega em outras coisas ou pessoas&#8230;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Devolve um livro para a biblioteca o mais rápido possível!</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Não pega atalhos por estradas secundárias&#8230;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Não olha mais p/ os balões de gás nas festas da mesma forma (A COISA)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Sente tanta raiva de uma pessoa que gostaria de que ela queimasse até a morte só com um pensamento seu!(A incendiária / Carrie)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Não deixo seus pés descobertos na hora de dormir, mesmo que esteja fazendo um calor danado&#8230; (É só ler qualquer entrevista com o King que vc sabe do que estou falando&#8230;)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tme certeza que aquele negócio esquisito com um ponta pra fora no quintal de casa pode ser algo estranho&#8230; então prefere não desenterrá-lo (Tommyknockers)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Nunca como algum resto de sobremesa que sobrou na geladeira&#8230; (A maldição do cigano)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tenho sempre uma cruz dentro da bolsa&#8230; (A Hora Do Vampiro)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando uma pessoa que te enche o saco vc o xinga de Cara de Cona. (Christine)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando vc está fazendo xixi e se lembra da frase:&#8221;por mais que a gente pule e dance os dois ultimos pingos sempre ficam na cueca&#8221;. (Desespero)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando vc sai pra fazer alguma coisa(ir no banco ou padaria) vc canta junto Hey Ho Let&#8217;s Go. (Cemitério)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">fica tentando transformar uma nota de dez em uma de cinquenta pra poder pagar o taxi da volta da baladinha&#8230;rsrs (A Incendiária)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">termina de ler um livro de terror de outro escritor e pensa: &#8220;como King trataria este tema?&#8221;. Jà pensei várias vezes em como ele escreveria &#8220;O bebê de Rosemary&#8221;, &#8220;A entidade&#8221; ou &#8220;O exorcista&#8221;.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Não coloca, em hipótese alguma, um palito de dentes na boca!!! (apanhador de sonhos)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">morreu?? oh, que pena, mas que fique beeeeeeeem enterrado!! (cemitério)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">de repente, descobre que passou a adorar lobos!!!!! (amo o lobo do Jack) (talismã) </span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Passa a ter medo de gatos cinzas de olhos amarelos</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">MILHARAIS!!!!!!! vc nem sonha em chegar perto!</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">olha para o armario e sente aque aquela fresta nao foi vc quem deixou (o fantasma)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando esta de carro e ve uma cigana passar na frente, pensa &#8220;Deus me livre atropelar essa velha&#8221;.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">jamais trabalharia em um hotel em pleno inverno apenas com a familia (iluminado)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">faz planos de passar férias no Maine.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando encontra um gago, pede p/ ele dizer: &#8220;ele soca os pulsos contra os postes e insiste em fantasmas como hostes!&#8221;<br />
(it)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">adora sabiás!! (casa negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">começa a achar que aquele viciado em heroína, no fundo, é gente boa!(torre negra II)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">seu vizinho, (aquele velhinho com cara de alemão, que assusta as crianças da rua e não deixa elas pegarem a bola que caiu no quintal) começa a parecer meio suspeito&#8230; (o aprendiz)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">passa a carregar um walkman com dúzias de pilhas pra lá e pra cá, pro caso de se perder na floresta&#8230;(the girl who loved tom gordon)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">imagina se seu colega de quarto da faculdade (que anda meio estressado) não poderia endoidar de vez e começar a carnificina, atirando nas pessoas da janela do quarto&#8230;(Cain rebelado)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">não nada em rios (a balsa e saco de ossos)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">qdo cai um bola no bueiro num pega nem a pau!!! (a coisa)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">sua casa tem linolio verde no corredor e toda vez q vc passa sente um choquezinho na espinha (a espera d um milagre)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">acha que se enterrar seu cachorro ou gato no fundo do quintal ele poderá ressuscitar&#8230; </span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Voce nunca limpa um porão por que esta com medo de ratos.(O turno do cemiterio)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando ve qualquer arbusto e ja define uma forma para ele! (O iluminado)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">qdo começa a ver muitos sapos juntos no mesmo lugar e começa a ficar preocupado ( estação chuvosa)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">ou fica cheirando seu proprio gato esperando sentir cheiro de terra( cemiterio maldito) </span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Esmurra um palhaço que lhe oferece um balão (A Coisa)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Se pega cantarolando &#8220;garota, você saca seu homem&#8221; (A Dança da Morte)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Fica com medo de dormir por que acha que todos vão desaparecer (Depois da Meia-Noite &#8211; Os Langoliers)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Passa a acreditar em tudo o que seu filho diz, por mais absurdo que seja (O Iluminado, O Fantasma&#8230;)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tem medo de corredores de hotéis (O Iluminado)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tem medo de banheiras. ( O Iluminado)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Sempre escova os dentes olhando para o ralo da pia.(O dedo semovente)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Não olha embaixo da cama. (Saco de ossos)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tem medo de porões.(Saco de ossos)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Não fuma. (Pessoas das 10 horas e Fumantes SA)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">não joga golfe por medo de ser picado por uma cobra e ser aberto vivo em uma sala de autopsia</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">em hoteis, não passa nem perto dos quartos 1408 e 217(o iluminado e 1408.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">não tem a menor intenção de andar nos bairros de londres e tem um treco se passar perto de um chamado crouch end(crouch end)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">fica com medo de ver astros do rock mortos ao passar por uma cidade pequena(sabe, eles tem uma banda dos diabos)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">passa a ter medo de garotinhos perdidos e seus respectivos avós(popsy)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">se sente protegido ao andar com uma dentadura mecanica(a dentadura mecanica)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Você lê clive barker e ainda assim acha alguma relação com A torre Negra.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Você lê Dean Koontz e ve relação com A Torre Negra.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Você lê Assis Brasil e vê relação com A Torre negra.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Aperta rapidamente a mão de todas as pessoas que recém saíram de um coma e pergunta &#8220;E aí?&#8221;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Nunca vai ao banheiro sozinho.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Vai fazer xixi durante a noite e perde a pontaria pq tava olhando pro ralo da pia</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Não chega muito perto de porta malas de carros (Buick)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando sai á pé, leva algum lanchinho para o caminho (a longa marcha)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Observa atentamente a latinha de cerveja antes de beber (matéria cinzenta)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Não come hamburger no carro (christine)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Sente muita raiva qdo falam que tal livro do SK vai virar filme..</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Nunca para na estrada quando um policial manda..(Desespero)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">toda vez q ve uma fogueira diz &#8220;arvore de chariou&#8221; ( A TORRE NEGRA VOL IV &#8211; MAGO E VIDRO)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Se pega dizendo &#8220;é o Ka&#8221; (Série A Torre Negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Desconfia de qlquer reverendo. (O Talismã)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tem mania de dizer &#8220;até um cego ve isso&#8221; ou diz &#8220;puliça&#8221; ao invez de policia (A Casa Negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando começa a ter medo de elevadores &#8211; O Iluminado</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Toma suco de uva sem açúcar para ver se um dia acaba nos Territórios (O Talismã)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Se está no portão de casa e vê uma van se aproximar, entra correndo desesperado (Os livros gêmeos Desespero e Justiceiros)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando vai comprar um carro, avisa de cara ao vendedor que compra qualquer coisa que não seja um buick ou um Plymouth Fury 1958 (buick 8 e Cristine)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Nunca nada em um lago com o aviso &#8220;Proibido Nadar&#8221; (Creep Show 2)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Sempre que vai dizer pra alguém: pode confiar, ou confia em mim, ou estarei lá, ou coisas similares, sempre se enrola e acaba dizendo: conta comigo!</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Já pensou ao menos uma vez que se um dia por qualquer motivo for preso, vai pedir para alguém levar uma picaretinha e levar menos de 20 anos pra cavar um túnel (Um Sonho de Liberdade)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando viaja de avião, faz questão de ir dormindo a viajem toda (Fenda no Tempo)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando os ciganos se mudam pra seu bairro, vai para casa de parentes em outro bairro (A Maldição do Cigano)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Pode até ser fã do Michael Jackson, mas se ele o convidar para visitar sua casa, sai correndo na hora (Ghosts)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Começou a assistir Arquivo X depois do Episódio Feitiço</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando alguém diz: Me dá o que eu quero e eu vou embora, você dá e pronto (A tempestade do Século)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando o entregador de pizza chega, vc sempre abre a porta imaginando que pode ser o S King (Rose Red)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando vai a um hospital, pede pra falar com o dr Hook e não com dr Stegman (kingdon hospital)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">JAMAIS e JAMAIS faz duas coisas na vida: Pede carona (Montado na bala) ou entra em plantações de milho (colheita maldita)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Ah, e curte a banda The Rock Bottom Remainders, banda onde Stephen King é Guitarrista e Vocalista&#8230;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">chama a polícia ao ver alguém se auto denominar &#8220;Fã número 1&#8243; de alguém (Misery)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando vc fica pensando numa maneira de destruir uma cidade de aproximadamente 1300 habitantes.(salem´s lot)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">passa a ter medo de sininhos (as irmãzinhas de Eluria &#8211; tudo é eventual)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">jogaria moedas no bueiro no final da semana (tudo é eventual)SE tivesse coragem de se aproximar de bueiros&#8230;(coisa)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">se quando vai andar de bicicleta grita: HIOOOOOO SILVER!!(a coisa)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando vc se pega falando: assim é! pois é! e Ié! (torre 4)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">se quando vc vê um filme de faroeste/bang bang e fica confuso pensando estar vendo Roland&#8230;(torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">vc pensa duas vezes antes de aceitar fazer sx oral em seu namorado enquanto ele tá dirigindo&#8230;.(a maldição do cigano)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">por mais que esteja morrendo de fome, deisa pra comer seu Big MAc em casa e não no carro</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Sempre que ouve falar de um Serial Killer, imagina se ele não está sendo controlado por um monstro de outro mundo (A Casa Negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Acusa qualquer pessoa que te contrarie de &#8220;servir ao Rei&#8221;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Pra todo canto que vai, procura, nas nuvens e árvores, sinais do Feixe.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Você sempre gostou de romances de capa e espada, mas de repente passou a gostar de romances de faroeste (como eu!!!)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Passou a REALMENTE considerar trocar seu carro/caminhão por uma moto (Christine/Buick 8/Trucks/Caminhão do Tio Otto)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Morre de medo de uma pessoa com um chicote (o Talismã)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">MORRE COMPLETAMENTE de medo de hotéis (O Iluminado/1.408/O Talismã)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando você pega uma névoa na estrada e logo acha que aquilo nunca vai ter fim</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando vc ve uma aranha e imagina ela milhares de vezes maior (A Coisa)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando vc encontra um cigano vc trata com muito respeito (A maldicao do cigano)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando vc pega um estilingue e jah vai apelidando de Tiro Certo (A Coisa)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Nao gosta de jardins em q os arbustos sejam cortados em formatos de animais (O Iluminado)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Começa a pensar mais sobre a pena de morte.(A espera de um milagre)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Começa a gostar mais de velhinhos (Insonia)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Acredita qd seu filho diz q tem um amigo q vc não pode ver (O iluminado)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Não aceita participar de testes para empresas, entidades ou etc. com medo d vir a ter algum &#8220;efeito colateral&#8221;&#8230;(A incendiaria)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tem pavor de palhaços (A coisa)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">ve tds os quadros aumentarem a paisagem (Rose Madder)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Fica pensando oq seu Duplo tah fazendo (O Talismã)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando ao baterem em sua casa vc pensa que são os Tommyknockers&#8230;</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando você passar a olhar soldadinhos de brinquedo de uma maneira diferente.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Fica com medo de que a pintura de algum quadro na sua casa comece a mudar de posição.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Começa a achar que estilingues são armas terriveis.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Desconfia de quem tem muitas pilhas em casa.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Pensa seriamente se seria capaz de comer partes de seu corpo em um caso de desespero.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">fica curioso pra saber o que tem depois de cada porta em todos os lugares que vai..</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">não quer mais morar num sobrado com medo que um de seus amigos venham voando na janela do seu quarto..</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">se uma criança, pequena, linda e indefesa lhe pede um beijo de boa-noite, vc sai correndo implorando pela sua vida!!! ( a Saidera)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">se um cara não quer apertar a sua mão, vc não insiste! (o homem que não apertava mãos)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">sonha com AQUELE processador de palavras&#8230;(o processador de palavras dos deuses)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando vê um celeiro com feno até o teto, não pensa duas vezes, vai lá e mergulha! (o último degrau da escada)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando você troca seu Word 6.0 por uma máquina de escrever Seletric com bola de tipo Courier. (Saco de Ossos.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Em vez de uma casa de árvore, você quer um clubinho subterrâneo. (It.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Se um amigo de infância lhe cobra uma promessa antiga, você se mata. (It.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Chama uma certa parte da anatomia feminina de &#8220;cona&#8221;. (Vááários.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Se pega dizendo &#8220;Lobo! Oh, Lobo!&#8221; (O Talismã.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tem medo de policiais caipiras gigantescos. (Desespero.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Nunca pára de moto na estrada para mijar, mesmo que ela esteja completamente vazia. (Desespero.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Sabe que Deus é amor. (Desespero.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Fundou seu próprio clube chamado Posto de Observação Vietcongue. (Desespero.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Já insultou alguém utilizando-se da língua das coisas não-formadas. Tak a lá! (Desespero.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tenta mover o mundo com o cérebro. (Firestarter.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Fez um drinque e chamou de &#8220;redrum&#8221;. Bebida de pirata! (The Shining.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Dá apelidos para a marca de cigarros que fuma. (O Talismã.</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Acha que remédio pra asma tem gosto de ácido de bateria. (It.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Por mais que goste do gênero, não quer ouvir a música de Sara Laughs. (Saco de Ossos.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Tem medo de levar pedradas. (Saco de Ossos, It.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Já declamou o haikai &#8220;Your hair is winter fire&#8230;&#8221; (It.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Bateu em alguém com um saco de moedas. (It.)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando vc vê alguém de capa preta sai correndo pro outro lado(A torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando vê uma rosa começa olhar dentro dela pra ver se encontra paz de espírito(A torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Quando aquele trem parece pra vc algo perigoso louco e com tendências suicidas(a torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">COmeça a ODIAR ZZ top do fundo da alma achando que só de tocarem uma guerra vai começar(a torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">ACha que as cartas de taro REALMENTE vão definir seu destino!(a torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Começa a ler o poema Childe Roland à Torre negra chegou atrás de pistas prara as próximas estória da torre negra(A torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Começa a identificar TODAs as refrÊncias sobre os livros do KIng ao longo da série(A torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Começa a chamar sanduíches de Pokins(a torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Começa a vender papel a preços exdrúxulos(a torre negra)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Corre apavorado de macaquinhos de brinquedo que tocam címbalos. (o macaco)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Jamais olha pra espelhos. (a imagem do ceifeiro)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Examina cuidadosamente cada máquina de escrever que encontra, procurando algum tipo de duende. (a balada do projétil flexível)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Começa a dirigir ousadamente, pra ver se sofre um acidente, passa um tempo em coma, e acorda com o poder de ter visões (a zona morta)</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando começa a reparar no numero 19 *torre negra*</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">quando trata de fechar a porta do guarda roupa bem fechada *conto &#8220;o fantasma&#8221;*</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Desenha coisas e fica apagando para ver se na vida real elas também desaparecem *torre negra*</span></div>
<div><span style="font-family:Arial;font-size:small;">Olha BEEEEEEM pros dois lados antes de atravessar as ruas *torre negra*</span></div>
</div>
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	</item>
		<item>
		<title>O Gênio da Lâmpada</title>
		<link>http://overloookhotel.wordpress.com/2008/12/23/o-genio-da-lampada/</link>
		<comments>http://overloookhotel.wordpress.com/2008/12/23/o-genio-da-lampada/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 16:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos de Final de Ano]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis,
Eis o primeiro conto para participar do nosso concurso de contos de Final de ano.
Espero que gostem.
- Andy Dufresne
 


Alberto estava sentado a beira mar, pensando na vida, estava acostumado àquela cena. Do vai e vem das ondas. Num momento de distração uma pequena onda trouxe um objeto até seus pés.
 
___ O que será [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=174&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis,</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Eis o primeiro conto para participar do nosso concurso de contos de Final de ano.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Espero que gostem.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy Dufresne</em></p>
<p> </p>
<div></div>
<p><span style="font-size:large;font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Alberto estava sentado a beira mar, pensando na vida, estava acostumado àquela cena. Do vai e vem das ondas. Num momento de distração uma pequena onda trouxe um objeto até seus pés.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ O que será isso?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Pegou o objeto e examinou, era uma garrafa antiga, feita com um material que lembrava porcelana, só que mais resistente, seu formato lembrava um vidro de perfume, arredondado em baixo e com o gargalo fino e comprido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Tinha uma cor bem indefinida, algo que lembrava o roxo bem escuro e havia inscrições que ele não podia identificar, mas, parecia estar gravada em ouro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Estava lacrada, a tampa tinha uma trava fácil de ser removida, a curiosidade dele estava aguçada, pois a garrafa apesar de ter cerca de quinze centímetros pesava cerca de uns vinte quilos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Abriu!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Uma fumaça verde começou a sair da garrafa e a tomar forma. Uma mulher morena, com trajes sensuais e olhos verdes apareceu:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Quem é você? – perguntou Alberto a moça.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Meu nome é Zoraide. Sou um gênio, você me libertou da minha eterna prisão. Agora sou sua escrava e posso realizar três pedidos seus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Mas isso parece um conto de fadas&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Não meu amo e senhor, não é um conto de fadas, é a pura realidade, com todas as conseqüências que podemos acarretar, por isso eu peço ao senhor, que reflita muita antes de fazer seus pedidos, pois toda ação tem uma reação, que pode ser boa ou ruim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span>            </span>Alberto levou zoraide para sua casa, ela a serviu como uma boa escrava, servia-lhe a mesa e na cama, de acordo com a vontade dele, ou ele pensava que era assim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span>            </span>Muitos meses depois Alberto andava pensativo, comia pouco e não procurava Zoraide. Quando ela perguntou o que estava acontecendo ele respondeu?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___Zoraide, eu queria usar meu pedido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Amo! O senhor pensou bem?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Claro que sim. Há meses venho pensando, tanto no pedido quanto nas conseqüências, e eu resolvi pedir muito dinheiro, para que eu possa ajudar meus irmãos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Então o senhor quer ter muito dinheiro?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Sim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span>            </span>Zoraide cruzou os braços em torno de seu corpo, fechou os olhos e se concentrou no pedido de Alberto, foi nesse momento que o telefone tocou:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">____ Alo! Antonia, oi querida irmã!&#8230; O que?&#8230; Quando&#8230;Mais como isso foi acontecer Antonia?&#8230; Irei já para ai minha irmã.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span>            </span>Alberto desligou o telefone muito triste, com os olhos lacrimejando, mal pode olhar para Zoraide.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Algum problema amo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Meu irmão morreu. Meu amigo morreu Zoraide, você sabe o que é isso? Acho que não, pois você é uma gênia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span>            </span>Zoraide não disse nada, mas, seu olhar era de muito ódio e saiu pensativa da sala.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span>            </span>Foram dias muito tristes aqueles, Alberto era filho de um segundo casamento entre Sr. João e dona Albertina, ambos já falecidos, tinha uma irmã por parte de mãe e um irmão por parte de pai. Era muito ligado a eles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span>            </span>Após cinco dias depois do falecimento de Otaviano, Alberto recebeu um telefonema da empresa em que seu irmão trabalhava:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Alo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Boa Tarde! Por favor, o Sr. Alberto Tuffik?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___Ele mesmo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Sr. Alberto, eu me chamo Regina Moraes e trabalho na M &amp; M construções, a empresa onde o seu irmão trabalhava.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Sei. Conheço a empresa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Estamos ligando, pois não sei se o senhor sabe, mais seu irmão deixou um seguro de vida no nome do senhor&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Como?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Ele não tinha filhos, esposa, e o parente mais próximo seria o senhor, então ele colocou a apólice em seu nome&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Não posso acreditar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ O Senhor poderia vir aqui assinar a documentação e receber seu dinheiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Só uma pergunta? De quanto é esse seguro?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Alberto ficou pasmo com a noticia. Teria alguns milhões em sua conta em poucas horas, parecia um sonho, mas, esse sonho tornou-se pesadelo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Zoraide!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Sim amo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Você ouviu o telefonema?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Sim, amo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Eu queria ficar rico, pedi isso a você antes daquele telefonema horrível, agora por causa da morte do meu irmão fiquei milionário. Usei o pedido em vão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Creio que não amo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Como assim?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Seu desejo foi realizado, o senhor não pensou na conseqüência que ele traria. Seu irmão precisou morrer para que o senhor ficasse rico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Não pode ser. Eu matei meu irmão? Foi minha culpa?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Não meu amo! A culpa é do poder do além. Alguém mais antigo que o próprio universo. O lado negro de todo o ser humano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Como vou viver sabendo que meu irmão morreu por minha culpa. Por um desejo meu de ficar rico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Os anos se passaram e Alberto esqueceu sua dor. Estavam levando uma vida de luxuria e prazer, tinha sempre ao seu lado as mais belas mulheres. Até que um dia confessou a Zoraide ter um grande amor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Zoraide eu amo uma mulher há muitos anos. Pensei que poderia viver com ela, mas descobri que ela é casada com um homem sem escrúpulos. Um Ogro que a maltrata, dizendo-lhe palavras horríveis e surrando-lhe quando ela tenta separar-se dele.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Alberto lembrou-se que tinha mais dois desejos, olhou fixamente para Zoraide que adivinhando seus pensamentos se precipitou:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Qual é o seu desejo amo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Eu desejo que Cassandra crie coragem e largue o marido para viver comigo, pois sei que meu sentimento também é correspondido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Seu desejo é uma ordem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Em menos de meia hora Cassandra bateu à porta de Alberto. Estava apenas com a roupa do corpo, disposta a viver com ele até que a morte os separasse.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Alberto viveu dias felizes, mal podia acreditar que uma vez na vida sentia-se inteiramente feliz. Só que tanta felicidade durou pouco, um dia Hemergildo (ex-marido de Cassandra), invadiu a casa de Alberto. Entrou no quarto onde os dois se amavam, e com um cinto começou surrar a ex-mulher. Enfurecido Alberto apanhou um castiçal de bronze que estava em cima da penteadeira e o deitou na cabeça de Hemergildo, fazendo jorrar sangue por todo o local.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Alberto foi preso. Julgado e condenado. Cassandra nunca fora visitá-lo na cadeia, apenas Zoraide se dava a este trabalho, por ainda estar presa a ele. Não agüentando mais a vida de presidiário, Alberto fez seu ultimo pedido a Zoraide:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Zoraide! Quero fazer meu último pedido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Sim amo! Tenho que alertá-lo que assim que seu desejo for realizado eu voltarei para meu mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Mesmo assim Zoraide, eu preciso fazer esse pedido. Eu quero que meus problemas se acabem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Zoraide se concentrou pela ultima vez e desapareceu. Alberto caiu desacordado no chão da sala de visitas. Quando os médicos da prisão chegaram, ele estava morto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Vinte anos depois&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">Soraia caminhava sozinha pela praia. Encontrou uma linda garrafa roxa com inscrições douradas ao abrir a tampa um homem seminu que usava um turbante na cabeça, surgiu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Quem é você?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;">___ Sou o gênio da lâmpada, me chamo Tuffik.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:large;font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:large;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:large;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:large;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:large;font-family:Arial;"> </span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/overloookhotel.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/overloookhotel.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/overloookhotel.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/overloookhotel.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/overloookhotel.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/overloookhotel.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/overloookhotel.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/overloookhotel.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/overloookhotel.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/overloookhotel.wordpress.com/174/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=174&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">charliesants</media:title>
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		<title>Estrada Deserta</title>
		<link>http://overloookhotel.wordpress.com/2008/11/26/estrada-deserta/</link>
		<comments>http://overloookhotel.wordpress.com/2008/11/26/estrada-deserta/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 18:13:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto semanal]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis,
Eis nosso segundo conto coletivo semanal. Espero que todos apreciem.
- Andy Dufresne
 
Estrada Deserta &#8211; Parte 1 
Por Croatan
 
 
 O sol já começava a desaparecer por detrás do horizonte naquele
 começo de inverno no leste europeu. Ele permanecia sentado sobre uma pedra,
enquanto a garota deitava sobre a terra à margem da estrada.
 
Poucos metros antes, jazia o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=163&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis,</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Eis nosso segundo conto coletivo semanal. Espero que todos apreciem.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy Dufresne</em></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estrada Deserta &#8211; Parte 1 </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Por Croatan<br />
</strong><span> </span><br />
<span> </span><br />
<span> </span>O sol já começava a desaparecer por detrás do horizonte naquele<br />
<span> </span>começo de inverno no leste europeu. Ele permanecia sentado sobre uma pedra,<br />
enquanto a garota deitava sobre a terra à margem da estrada.<br />
<span> </span><br />
Poucos metros antes, jazia o ônibus virado &#8211; cheio de uma geração<br />
perdida da música erudita &#8211; que os dois haviam deixado após a certeza de que<br />
não havia vida em cada um daqueles garotos.<br />
<span> </span><br />
Quando a luz do dia começava a deixá-los, eram professor e aluna<br />
trocando olhares, esperando que fosse do outro a iniciativa de deixar aquele<br />
lugar.<br />
As chances de contato com o resto do mundo eram tantas quanto as<br />
chances de que alguém passasse por aquela rodovia. Nenhuma.<br />
<span> </span><br />
O professor levantou-se e, com o olhar, convidou a garota a<br />
segui-lo. A aluna levava uma pequena bolsa, que provavelmente continha apenas<br />
alguns badulaques imputeis, e seu fiel trompete. Não tinham a menor idéia da<br />
distância a percorrer até a próxima vila civilizada. Na verdade, sequer<br />
sabiam se já estavam em território polonês. Estavam perdidos, em<br />
todos os sentidos.<br />
<span> </span><br />
O mestre seguiu em frente, acompanhado pela aluna e pelo agudo da<br />
marcha fúnebre, que a garota soprava em respeito aos colegas com quem havia<br />
recém brilhado em algum palco da Ucrânia.<br />
<span> </span><br />
continua&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estrada Deserta – Parte 2</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Por </strong><strong>Lady Debby Lenon</strong><strong>&#8220;</strong></span></span></div>
<p><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Conforme ambos caminhavam pela estrada, uma musica leve ecoava pelo<br />
ar, uma fina neblina cobria a estrada. A aluna assustada seguia o professor.<br />
<span> </span><br />
A neblina aumentou em determinado ponto da estrada separando o<br />
mestre da <span> </span>aluna o que deixou a jovem assustada.<br />
<span> </span><br />
Ela começou a chamar pelo nome de seu mestre, sem obter por resposta.<br />
<span> </span><br />
Rudolf Scarovic, ouviu uma voz feminina entre a névoa. Achando ser<br />
sua aluna ele caminhou em direção a voz, uma linda silueta feminina começou a<br />
aparecer no caminho.</p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Continua&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Estrada Deserta &#8211; Parte 3<br />
Por Andy Dufresne</strong></span></span></div>
<p><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Era incrível como a neblina se tornara densa em tão pouco tempo. Ao<br />
longo de seus 45 anos Rudolf nunca havia presenciado uma alteração<br />
climática tão rápida.<br />
A neblina era faminta. Engolia cada objeto com uma ferocidade<br />
insaciável. Rudolf não conseguia visualizar direito os contornos das<br />
árvores e vegetação do caminho.<br />
A silhueta feminina tomava forma mais definida na medida que ele se<br />
aproximava, tateando a neblina como se fosse uma cortina.<br />
- Olga, Olga, és tu? Perguntou o professor.<br />
- Chegue mais perto, filho de Adão – disse a voz da silhueta.<br />
Rudolf estancou. Aquela voz não era de Olga Kieslowiski, sua aluna.<br />
Aquela era uma voz mais aveludada, sensual , que merecia cuidado.<br />
Muito cuidado.<br />
No mesmo instante um corvo, de algum ponto invisível, crocitou em<br />
sinal de alerta.</p>
<p>Continua&#8230;</p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estrada Deserta – Parte 4</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Por Roland</span></span></strong></p>
<p style="background:white;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Olga chamava pelo seu mestre, clamando seu nome e tentando aumentar o volume de sua voz, e se esforçando ao máximo para que a mesma não saísse tremida&#8230; Seu instrumento pendurado por uma alça de couro de lei balançava ao seu lado direito de modo que sumia de seu campo de visão a cada intervalo de oscilação, de tão forte e denso que estava o nevoeiro&#8230;</span></p>
<p style="background:white;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">-</span><span style="font-size:6pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> Olga, Olga, és tu?</span></span></p>
<p style="background:white;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- Professor, eu não consigo te ouvir, sua voz está distante&#8230;</span></p>
<p style="background:white;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">-</span><span style="font-size:5pt;font-family:&quot;"> Chegue mais perto, filho de adão&#8230;</span></p>
<p style="background:white;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Caminhando em direção ao diálogo a pequena percebe, de súbito, uma mancha negra surgindo veloz bem à sua frente. Com um crocitar grave e pesado, um corvo negro se choca contra sua bochecha, e o animal dá duas cambalhotas no ar e se estatela no chão à sua direita.</span></p>
<p style="background:white;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Ela está machucada, e desnorteada, ela dá duas voltas em torno de si mesma e se perde novamente em meio a neblina.</span></p>
<p style="background:white;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">- Professor, eu não consigo te ouvir mais&#8230;</span></p>
<p style="background:white;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Ela então retoma seu caminha em direção aonde achava que tinha ouvido seu mestre chamar seu nome, mas estava indo para uma direção completamente diferente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Continua&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estrada Deserta &#8211; Parte 05 </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Por Rose Madder</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Estava longe mas tinha sentido mais do que visto quando o onibus lotado de musicos sofrera o acidente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sorriu. Ai estava sua chance. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Certamente sua passagem para fora daquele deserto estava entre os idiotas que sobreviveram ao acidente. Eram dois. Uma moça e um homem maduro. O homem serviria. A moça também poderia ser util, mas ele achava que o homem era melhor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Séculos se passavam desde que estava confinado naquela estrada sem nada poder fazer. Era muito raro pessoas passarem por ali, e quando passavam nunca paravam. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mas agora a sorte estava do seu lado. Filnalmente. Sairia de sua prisão e iria conquistar seus objetivos custe o que custar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Primeiro ele, que era o mais importante.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Se concentrou e criou aquela neblina densa e quase palpavel. Enviu seu corvo para que os observasse de perto e começou a agir&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Continua&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estrada Deserta &#8211; parte 6</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Por Beverly Marsh</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Griegor trabalhava lentamente, se esforçando para deixar o círculo de terra o mais perfeito possível. Nada poderia dar errado, era uma chance em séculos, a única. O ritual que finalmente o libertaria tinha que ser executado com perfeição milimétrica. Nada podia dar errado. Griegor buscou na memória o traçado das runas e os ângulos do pentagrama que precisava escavar no chão. A terra úmida, deslocada, enchia as narinas e os pulmões envelhecidos. Tantas vezes havia feito aquele círculo de poder, mas isso fora há muito tempo, quando falava com os espíritos, quando os trazia de lugares distantes, das camadas mais profundas da existência, para lhe dar poder. O poder da cura. O poder do conhecimento. O poder da longevidade. O poder da destruição e da corrosão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Havia passado por muitas terras, e visto reinos surgirem e caírem ao seu redor. Mago, bruxo, profeta, vampiro; muitos foram os nomes que lhe deram ao longo dos anos. Ele passara por lugares que hoje têm nomes muito diferentes. Romênia. Latvia. Hungria. Croácia. Nestes lugares ele fizera muitos inimigos. Os homens sempre temiam aquilo que não entendiam, e aqueles que acumulavam mais do que eles mesmos, principalmente conhecimento. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Enquanto trabalhava com as mãos enrugadas, ele se lembrava da noite em que o doparam com alguma infusão, o colocaram num saco, e o arrastaram até aquele bosque. Lembrou dos cânticos que ouviu quando prenderam seu espírito ao bosque, e como se sentiu vazio ao ser abandonado ali, imortal, preso, parte da terra, parte das árvores. Ele viu dia após dia nascer e morrer, a partir dali, e sentia a dor da construção da estrada por aquele lugar. Naqueles dias muitos trabalhadores circulavam, mas a dor da destruição da mata para a construção reverberava em sua cabeça, e ele permaneceu doente e deitado ao lado de um riacho até que eles foram embora. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E desde então apenas carros passaram. Ninguém sozinho. Ninguém a pé. Até aquele momento. E naquele momento ele estava forte. E era o senhor do corvo, da névoa, do vento. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Fora fácil manipular o som para afastar o homem da garota. Via com os olhos do corvo, e se chocara contra a moça para deixa-la desnorteada e fragilizada. O homem seguia a voz na neblina na direção contrária. Em alguns minutos o círculo estaria pronto. Ele só precisaria do sangue do homem, e de sua semente. Sangue, semente, suor. Para que seu espírito lhe fosse devolvido, para que pudesse voltar a caminhar no mundo com o próprio corpo. E aí que entrava a garota. Talvez pudesse usá-la. Não imaginava de que forma estaria seu próprio corpo quando o ritual fosse concluído. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Griegor concluiu o círculo de terra e começou a entoar os cânticos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Olga andou a esmo por alguns minutos até concluir que estava totalmente perdida. A neblina forte envolvia tudo ao seu redor; era como andar e respirar dentro de uma nuvem. Andava com as mãos estendidas à frente, passo a passo, para não se chocar contra as árvores ou raízes ao seu redor. Em um determinado momento, ao dar um passo, seu pé afundou em água. Se agachou, tateou; parecia um riacho. Resolveu andar na linha da água. Era melhor do que andar a esmo. Nem percebeu quando as raizes das árvores próximas começaram a se mover em direção de seus pés&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">  </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">- Rudolf&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A voz na neblina sussurrava baixinho, como o vento. O cheiro de pêssegos e ameixas inundou o ar, despertando os sentidos do professor. Sua mente estava torporosa, era algo na névoa, ele pensava, algum gás venenoso de algum pântano, eu estou delirando. Ele sentiu as pálpebras pesadas, e se repente as pernas lhe faltaram e ele se ajoelhou sobre a terra úmida. Sentiu dedos lhe tocarem a nuca, passarem pela linha dos cabelos, pela ponta das orelhas. Dedos de névoa. Uma voz dentro dele gritava, lhe dizia para resistir, o instinto, talvez, de que era uma armadilha, mas o grito era também abafado pela neblina, e chegava à sua consciência muito longínquo. O pensamento que o trouxe à realidade foi Olga. A menina que lhe tinha sido confiada, e por quem era responsável. De repente se lembrou de tudo. O acidente. Os corpos na estrada. O encanto foi parcialmente quebrado, e ele conseguiu se erguer. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">- Olga!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A voz trêmula ecoou na neblina. Não houve resposta. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Começou a correr. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Continua&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Roland Deschain</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estrada Deserta, parte 7</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Skrrissh&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> Olga olhou pra baixo e parou congelada&#8230; Ela podia ver por entre a brancura da pesada bruma umas sombras que se assemelhavam a tentáculos se aproximarem de suas pernas&#8230; Apavorada, mas sem conseguir ainda gritar, ela lentamente se abaixou para ver o que realmente era e viu que eram raízes&#8230; De que árvores ela não sabia qual, mas não se importavam, ela estava se dando conta de que alguma coisa muito estranha estava de fato acontecendo&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> - Professor! – Sua voz saiu seca e baixa quando as &#8220;atacantes&#8221; se enroscaram suavemente em seus tornozelos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Olga estava esperando ser sufocada por elas, ao menos puxada para dentro do riacho, ou então para dentro de uma floresta densa e assassina, ou talvez ainda mais para dentro da névoa misteriosa, mas acabou se decepcionando.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Três vultos negros de presença fortíssima se aproximaram dela pela frente. Ela não conseguia os ver, mas conseguia os sentir, pela presença de força, de espírito, de alma, talvez.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> - Quem são vocês? – Ela perguntou com uma certa calma que a surpreendeu, e pelo visto também surpreendeu o primeiro e mais próximo dos três estranhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Certa magia fez parte da névoa se tornar mais rarefeita entre a menina presa e os três estranhos e ela pode ver três silhuetas em algo que imaginou serem batinas, ou burcas, ou seja lá que vestimenta religiosa pudessem ser.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> - Pedimos perdão por atá-la a terra, jovem, mas tivemos necessidade de mais uma vez, depois de tempos se passarem, de interferirmos novamente  em seu mundo, pois o mal se mostra novamente presente e a possibilidade de mais uma crise mística é eminente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Olga não se mexeu, mas continuou assustada ouvindo a voz do que imaginava ser uma senhora muito velha, e a voz de um senhor muito velho entrou na palestra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> - Pelo menos, Abigail, desta vez conseguiu fazer contato com alguém que está escutando.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Uma terceira voz, de outra senhora, talvez um pouco não tão velha quando os dois primeiros, mas mesmo assim, ainda muito velha, de uma mulher também, pelo que Olga podia imaginar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">- Soltem as raízes dela, não há perigo nessa daí.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">As raízes lentamente se afrouxaram e foram suavemente se afastando de seus pés e Olga reparou que já conseguia ver o rio a seu lado, e sem pensar duas vezes pulou na água.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A correnteza começou suavemente a arrastá-la e ela sentiu que a velocidade ia suavemente aumentando enquanto ela ia se afastando da margem e perdendo a voz dos anciãos na cada vez mais distante margem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Continua&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estrada Deserta &#8211; parte 8 </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">Por Jack Sawyer</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ziegor Yancovic levantou de sobressalto. Estava desnorteado, perdido, sem saber direito o que havia acontecido. Aos poucos foi lembrando. O ônibus, as várias capotagens, os passageiros e instrumentos voando para todos os lados, a gritaria, algumas pessoas sendo atiradas para fora do ônibus. Depois o silêncio. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">&#8220;Será que mais alguém havia sobrevivido?&#8221; Pensou Zig, como era chamado pelos seus colegas de orquestra. Não conseguiu encontrar seu Oboé, havia uma espessa nevoa que dificultava a visibilidade, mas no momento isso não <span class="grame">importa, o</span> importante mesmo, era localizar o ônibus e procurar sobreviventes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">Começou caminhar a esmo, tentando localizar o ônibus. Percebeu que seus passos pararam de produzir o ruído característico de quando se pisa em cascalho. Pelo menos havia encontrado o alfalto.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">Não percebeu um corpo logo atrás dele.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">Seu corpo produzia uma leve luz azulada, como se sua roupa fosse de néon. Não achou estranho. Naquela área deserta sempre aconteceram testes nucleares. Provavelmente, era algum resíduo que estava vindo com a nevoa e reagindo com sua roupa. Mesmo no espesso nevoeiro, podia -se ver uma grande luminosidade azulada. Provavelmente era o local que o ônibus capotou.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">Já próximo do ônibus pode ver vários pontos luminosos se movendo lá dentro. &#8220;Porque eles não saem?&#8221; <span class="grame">pensou</span> novamente. Tentou gritar, mas não conseguia. Experimentou jogar uma pedra, mas havia algo errado. Não conseguia pegar a pedra. Achou que talvez tivesse quebrado os dedos e não havia percebido. Tentou golpear o ônibus, mas seus punhos atravessavam a lataria do veiculo. Sem entender ficou olhando para as mãos, como havia conseguido fazer isso? Foi quando ouviu uma voz, falando dentro da sua cabeça.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">&#8220;Não adianta. Já tentei isso. A verdade é que estamos todos mortos&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">Zig ficou olhando para os lados, pra ver de onde vinha <span class="grame">a</span> voz. Havia vários corpos em volta do ônibus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">De repente ouve o grito de Olga chamando pelo <span class="grame">Sr.</span> Rudolf.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;"><span style="font-family:Times New Roman;">Continua&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estrada Deserta &#8211; Final</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Beverly Marsh</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Rudolf corria em meio à névoa, tropeçando em raízes enquanto galhos se<br />
batiam contra seus braços e face, arranhando a pele. Os pés volta e<br />
meia escorregavam nas folhas mortas no chão. O cheiro de vegetação<br />
úmida era forte e queimava as narinas; os olhos ardiam devido à<br />
neblina. Ele gritava cada vez mais forte. &#8220;Olga!&#8221;<br />
&#8220;OLGA!&#8221;<br />
Mas o som de sua voz parecia ficar preso em meio à névoa, não se<br />
expandia. O coração batia acelerado, o peito parecia que ia explodir,<br />
uma dor forte lhe tomou os pulmões e ele entrou em pânico. O esforço,<br />
o medo, uma artéria no cérebro era mais frágil que as outras e começou<br />
a sangrar. A cabeça doeu como se tivesse sido arrancada. O professor<br />
caiu de joelhos, segurando a cabeça entre as mãos, e a escuridão o<br />
tomou.</span></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Olga se deixou levar pela correnteza. Não sabia muito bem porque tinha<br />
feito aquilo, apenas lhe pareceu na hora o melhor caminho a tomar, mas<br />
agora não tinha mais certeza. Boiava na água fria, mas quando a<br />
velocidade da água aumentou, ela tentou tocar o pé no chão, e só tocou<br />
água. O corpo afundou pesadamente quando ela perdeu o equilíbrio, água<br />
lhe entrou pela boca e narinas, tentou se debater e subir novamente à<br />
margem, mas as pernas se entroscaram em algas e ela se sentiu puxada<br />
para baixo. Em poucos segundos, ela deixou de lutar. Não adiantava<br />
mais. O mundo começou a girar ao seu redor, enquanto o frio se<br />
apertava sobre ela mais e mais intensamente.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Griegor estava em transe. Dentro do círculo, observava enquanto a<br />
floresta tomava a energia e os corpos dos forasteiros. Não havia sido<br />
como ele planejara, mas poderia fazer o ritual de forma diferente, a<br />
magia tinha muitos caminhos.<br />
&#8220;Tudo nesta vida é um caminho&#8221;.<br />
Ele estava tão concentrado olhando pelos olhos da mata que não<br />
percebeu as três formas encapuzadas se aproximando por trás dele. Só<br />
percebeu que tudo estava arruinado quando sentiu o metal do punhal lhe<br />
atravessar o peito; ferro frio. E um segundo toda a sua vida passou<br />
diante de seus olhos; todo o conhecimento que acumulara, perdido. A<br />
energia que emanava dele se deslocou em uma pequena explosão que<br />
arremessou o corpo dele para a frente, e os três atacantes foram<br />
lançados para trás, confusos. Tão logo se puseram novamente em pé,<br />
começaram a agir.<br />
&#8220;Rápido, Abigail, pegue as folhas de Verbena!&#8221;, disse o mais alto e<br />
mais jovem dos três. A velha, em silêncio, enfiou a mão enrugada em<br />
uma bolsa de couro amarrada à cintura, e tirou dela um punhado de<br />
folhas secas. As folhas foram jogadas no chão, e os três se ajoelharam<br />
em um círculo ao redor delas. O mais velho fez um gesto elaborado com<br />
uma das mãos, e uma chama pequena porém forte surgiu em meio às<br />
folhas, que queimaram rápido, exalando um cheiro adocicado. Eles<br />
uniram as mãos, e se balançaram ritmicamente enquanto a voz da velha<br />
se erguia entoando versos em uma língua já morta, um réquiem já<br />
esquecido, cada vez mais rápido, invocando vento, brisa, chuva, raio,<br />
e terra.<br />
O corpo de Griegor se movia vagarosamente, em espasmos. Quando a voz<br />
da velha cessou, o corpo parou de se mover. E nunca mais se levantou.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Olga saiu do rio ofegante, rastejando, ainda lutando por ar. Não<br />
entendia o que tinha acontecido, mas estava aliviada! Depois de algum<br />
tempo a consciência lhe retornara, e seu corpo não mais estava<br />
enrolado nas algas; encalhara em um banco de areia, e ela tossira, até<br />
a água deixar seus pulmões e ela conseguir respirar. Cambaleou pela<br />
margem do rio, até que a neblina começou a se dissipar.<br />
Já era noite.<br />
Não soube dizer por quantos minutos tropeçou no escuro chamando por<br />
seu professor. Só parou quando encontrou seu corpo sem vida jogado no<br />
meio do mato. Um fio de sangue escorria pelo canto da boca, manchando<br />
o que seria, em outras circunstâncias, um leve sorriso.<br />
Ela se sentou com o corpo entre os braços e chorou. Estava perdida<br />
numa floresta deserta, rodeada de corpos, sozinha, de noite, molhada.<br />
Chorou como nunca tinha chorado em toda a sua curta vida.<br />
Chorou até que notou, perto de uma pedra, uma luz azulada.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Os três conjuradores estavam exaustos. O ritual que acabaram de<br />
concluir às pressas exigia demais daqueles que o realizavam, e<br />
idealmente deveria ser feito por quatro. E no início eram quatro; o<br />
corpo daquele que um dia fizera parte deles jazia no chão, chamuscado,<br />
torto, sem vida.<br />
&#8220;Acabou, então?&#8221;. A voz do mais velho cortou a escuridão suavemente.<br />
&#8220;Todo o passado se foi, junto com Griegor?&#8221;<br />
&#8220;Nunca acaba de verdade, Yanus&#8221;, a voz da velha se tornara doce e<br />
pensativa. &#8220;Nós apenas voltamos para a roda, e depois retornamos para<br />
cá, até o fim do mundo&#8221;.<br />
&#8220;Todos esses anos, e nunca encontramos uma forma de trazê-lo de volta<br />
para nós. Seu espírito estava por demais corrompido pela ganância e<br />
pelo orgulho&#8221;. O mais jovem se ergueu com cuidado, e foi até o corpo<br />
de Griegor, pousando a mão em sua fronte. &#8220;Ele sempre foi surdo a<br />
nossas súplicas. Esta foi a única forma, Mãe.&#8221;<br />
Abigail suspirou, e sua voz estava insegura. &#8220;Mas o Gilgul é e última<br />
opção, sempre, Yoric. Separar um mago de seu espírito e de seu Avatar<br />
enquanto ainda vivo&#8230; É perverso demais. Ele não aguentou. Poucos<br />
sobrevivem a isso&#8221;.<br />
&#8220;Ele está em um lugar melhor, Abigail&#8221;. Yanus se levantou e estendeu a<br />
mão a ela. &#8220;Vamos. Temos alguns ajustes a fazer antes de ir para<br />
casa&#8221;.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Rudolf olhou para a forma borrada de Olga na escuridão. Tudo ao redor<br />
dela brilhava com uma fumaça azulada. Olhou para seu próprio corpo que<br />
jazia no colo da moça. Olhou para a própria mão, translúcida. E<br />
percebeu que não estava só. Olhou para trás e viu várias luzes<br />
azuladas se movendo na escuridão, estranhos vagalumes. Uma voz<br />
conhecida soou atrás dele. Era Ziegor, o tocador de Oboé.<br />
&#8220;Então só ela sobreviveu a tudo?&#8221;<br />
O professor pensou. A mente estava clara, agora, muito clara. De<br />
repente tudo fazia sentido. O mundo fazia sentido. A dor, o<br />
sofrimento, a alegria&#8230; Tudo se encaixava.<br />
&#8220;Creio que sim, meu caro&#8230; Mas vamos&#8221; &#8211; e Rudolf pegou o braço<br />
imaterial de Zig com familiaridade. &#8220;Sinto que estamos sendo<br />
chamados&#8221;.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>As lágrimas ainda secavam no rosto de Olga quando ela viu o fenômeno<br />
mais belo de sua vida acontecer em meio àquela tragédia. As luzes<br />
azuladas que ela vislumbrara na escuridão estavam flutuando no céu,<br />
devagar, cada vez mais alto. Em meio a cada luz ela distinguia de<br />
relance uma forma humana. As formas pareciam acenar para ela. Subiam<br />
dando voltas, em espiral, até se tornarem vagas estrelas azuladas e<br />
sumirem no céu.<br />
E ela se sentiu em paz.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Muitos anos depois, Yanus, Yoric, Abigail e Olga voltaram à floresta.<br />
Lá fizeram um rito de passagem para Olga; ela se tornava, naquela<br />
noite estrelada, um deles. Estava treinada, e tinha pleno domínio do<br />
poder que aprendera a controlar nos últimos anos. Ela sabia que era<br />
importante para os magos. Em quatro, sempre eram mais fortes. Ela<br />
aprendera a história de Griegor, e honrava a chance de aprendizado que<br />
lhe fora oferecida naquela noite quando os espíritos deixaram esta<br />
existência diante de seus olhos, libertados pelos forasteiros. E<br />
Abigail estava muito feliz, também. Duas mulheres e dois homens trazia<br />
um equilíbrio perfeito para a Cabala.<br />
Mas nenhum deles, nem mesmo Olga, poderia imaginar que a interrupção<br />
do ritual de Griegor havia sido um pouquinho tardia. E que quando Olga<br />
estava morrendo, no escuro entre os mundos, um pedacinho de seu<br />
espírito se instalara no dela.<br />
Ninguém viu a sombra escura que cruzou os olhos azuis da mulher no<br />
momento em que ela sorria, olhando para a floresta na manhã seguinte,<br />
admirando a beleza do lugar durante o dia. E ela não entendia porque<br />
se sentia tão bem ali&#8230; Nem tão eufórica.<br />
Mas isso ainda pertence ao futuro&#8230; O presente é uma manhã ensolarada<br />
de verão, em uma floresta com árvores preguiçosas e um céu azul de<br />
poucas nuvens, com uma estrada deserta cortando sua margem.<br />
O futuro&#8230; Ainda é outra história.</p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">FIM</span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/overloookhotel.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/overloookhotel.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/overloookhotel.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/overloookhotel.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/overloookhotel.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/overloookhotel.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/overloookhotel.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/overloookhotel.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/overloookhotel.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/overloookhotel.wordpress.com/163/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=163&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>VOLTAS QUE A VIDA DÁ.</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 00:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[3a. edição]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis,
Mais um conto para nosso concurso.
- Andy

2º LUGAR
Por: Dra. Joyce Reader


Foi no quinto aniversário de casamento deles, estavam felizes com a comemoração. Gilberto estava radiante ao lado de sua jovem esposa Madalena.

Ele conheceu madalena numa entrevista de emprego, a moça na época tinha 23 anos e ele completaria 40. Todos da família de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=155&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis,</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Mais um conto para nosso concurso.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">2º LUGAR</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">Por: Dra. Joyce Reader</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Foi no quinto aniversário de casamento deles, estavam felizes com a comemoração. Gilberto estava radiante ao lado de sua jovem esposa Madalena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Ele conheceu madalena numa entrevista de emprego, a moça na época tinha 23 anos e ele completaria 40. Todos da família de Gilberto foram contra o namoro e o casamento. A cerimônia ocorreu cinco meses após o começo de namoro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Dois anos mais tarde Gilberto descobriu que tinha um problema cardíaco, e que poderia morrer caso não recebesse um novo coração. A fila de transplante era muito grande e Gilberto fazia tudo o que o médico mandava, mas, ele andava cada dia mais cansado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Naquela semana Gilberto estava mais disposto e organizou uma cerimônia em sua casa, para amigos íntimos da família.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Madalena beijou a face do marido e disse:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Meu amor eu estou tão feliz que esteja disposto. Obrigada pela bela festa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Querida eu que me sinto feliz em poder te agradar, adoro quando partilhamos nossa felicidade com nossos amigos. Veja Mada, não é seu irmão que está chegando.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Madalena abriu um sorriso:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- É sim querido. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Minha irmã, como vai? – disse o rapaz que acabava de chegar. – Cunhado o que posso dizer, você está muito bem. Lena, nossa mãe manda lembranças e felicitações a vocês.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Quando poderei conhecer minha sogra? Adoraria falar com ela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Gil, você sabe que isso é impossível, minha mãe é surda muda. E não gosto de ver pessoas. Depois que papai morreu ela se isolou no interior de Minas e tem vivido bem lá.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Mesmo assim, gostaria de ter a honra de conhecer a mãe de minha esposa. Estou aprendendo até os sinais para poder conversar com ela. Bom, querida agora eu vou deixá-la na companhia de seu irmão para ver se todos estão sendo bem atendidos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">O jovem rapaz parecia ter a mesma idade de madalena, era bonito e forte, falava muito bem e se vestia bem. Gilberto no começo estranhou Madalena nunca ter mencionado a família, mas depois do aparecimento do irmão a pouco mais de um ano ele soube o motivo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Rodrigo e madalena não se falavam há muitos anos. Desde a morte do pai ela veio para São Paulo e ele foi cuidar da mãe no interior de Minas. Numa tarde de inverno eles se encontraram num café e desde então tem se falados todos os dias, mas, a mãe da jovem ainda não havia perdoado a filha por ter partido. Pelo menos essa foi à história que eles contaram a Gilberto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Numa tarde de inverno Madalena entrou num café para tentar se aquecer. Sentou numa mesa e um jovem garçom veio atender-lhe. Foi amor à primeira vista, Madalena, não se conteve quando ele veio trazer a conta, e num guardanapo deixou o numero do seu celular. Uma semana depois estavam num motel três estrelas no subúrbio da cidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Ela sempre dizia ao jovem amante que terminaria o casamento, mas, nunca tinha coragem, pois o marido sofria do coração, o jovem amante então resolveu se relacionar com o casal, se passando pelo irmão que madalena nunca teve.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">O amor de Gilberto era tão forte que ele acreditou logo na conversa dos amantes. Assim madalena, começou a freqüentar o quarto de Rodrigo sem ter que mentir para o marido sobre seu paradeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Rodrigo então teve a idéia de matar Gilberto. Assim a amante ficaria com todo o dinheiro do marido e eles poderiam ficar juntos e ricos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Com a ajuda de Madalena, Rodrigo molhou o piso da entrada principal da casa, deixando-o escorregadio, uma queda poderia fazer Gilberto ferir-se gravemente e até mesmo morrer, não era um plano eficaz, mas, poderia sim dar certo, acidentes acontecessem com muita freqüência, até mesmo mais do que podemos imaginar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Na realidade o acidente aconteceu, mas, não como eles esperavam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Madalena escorregou na escada e machucou o tornozelo. Rodrigo correu para ajudar a moça escorregou em sua própria armadilha, bateu com a cabeça na quina do degrau ferindo-se gravemente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">O rapaz foi levado ao pronto socorro e em seguida os médicos disseram a madalena que o jovem havia tido morte cefálica. Eles precisavam contatar a família para doarem seus órgãos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Madalena disse que ela era a única família do jovem. Explicou ao médico tudo o que havia acontecido desde que conhecerá Rodrigo, ocultando apenas o plano de matar o marido. Assinou a doação dos órgãos e pediu para que o coração do amante fosse transplantado para o marido. Gilberto a essa altura já era o primeiro da fila de órgãos o coração de Rodrigo fora transplantado nele e outros órgãos foram doados a pessoas diferentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Hoje Madalena completa seis anos de casada. Preparou um jantar para ela e o marido comemorarem sozinhos, mas, ele não apareceu. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">A empregada entrou no quarto da jovem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Senhora! Sr. Gilberto ligou agora e disse que não virá para jantar, está numa reunião de negócios.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Obrigada. Jacira, ele por acaso disse o nome da reunião de negócios?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Não senhora.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Jacira ia saindo, mas, voltou a quarto com um pergunta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Dona Madalena, como a senhora agüenta essa situação?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">- Remorso Jacira, remorso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Madalena ficou olhando a janela, enquanto Jacira saia do quarto fechando a porta levemente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
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		<title>Mexicanos no Colorado</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 14:38:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Salão Colorado]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis, 
Eis o texto que nossa queria hóspede Bev escreve sobre a festa comemorativa de aniversário para nosso querido Croatan.
- Andy Dufresne
 
Por: Berverly Marsh

Bev estava se divertindo como nunca naquela noite. Há muito tempo não
ia num jantar mexicano, e há muito tempo não bebia tanto. Mas não era
para menos! O trio mexicano animou a noite [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=152&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis, </em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Eis o texto que nossa queria hóspede Bev escreve sobre a festa comemorativa de aniversário para nosso querido Croatan.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy Dufresne</em></p>
<p> </p>
<p>Por: Berverly Marsh</p>
<div id="ygrp-text">
<p>Bev estava se divertindo como nunca naquela noite. Há muito tempo não<br />
ia num jantar mexicano, e há muito tempo não bebia tanto. Mas não era<br />
para menos! O trio mexicano animou a noite toda, os garçons com<br />
sombreros e ponchos traziam garrafas e mais garrafas de tequila,<br />
deliciosos mojitos muito gelados e repletos de hortelã, frozen<br />
margueritas com a borda salgada, petiscos apimentados intermináveis. O<br />
outono que começava a castigar do lado de fora do Overlook jazia<br />
esquecido, e no interior do Salão Colorado parecia verão, quente,<br />
avermelhado, cheio de vozes.<br />
Ela ia de mesa em mesa, cumprimentando conhecidos, tagarelando um<br />
pouco, por causa da bebida. O rosto estava corado, e o vestido preto<br />
com apliques vermelhos nas barras e punhos contrastavam com o cabelo<br />
ruivo que estava amarrado em um coque com alguns fios caindo pelo<br />
rosto, já um pouco suado nas têmporas. Bev adorava as festas do<br />
Overlook, que eram motivo para retomar seu antigo trabalho de<br />
estilista de moda e esquecer os pesadelos passados. Em algumas músicas<br />
mais agitadas ela dançava, como se aquilo fosse a última coisa que<br />
faria na vida.<br />
No alto do salão, a grande piñata colorida e brilhante balançava<br />
devagar, a figura do cavalinho gordo chamando a atenção. Nas paredes,<br />
luzes de cores quentes alternavam os jatos de cores. Folhas de<br />
palmeiras separavam ambientes, criando até alguns espaços mais<br />
reservados, para conversas ou atos que precisavam de privacidade.<br />
Ela encostou no balcão, e encontrou com Andy sozinho, o que era<br />
raridade. O gerente do Hotel era muito popular, e sempre estava<br />
rodeado de pessoas. Ela aproveitou para botar o papo em dia, e<br />
aproveitar a companhia daquela criatura tão carismática.<br />
Às duas da manhã a festa atingiu seu clímax. Bev foi até o centro do<br />
salão, onde a piñata foi colocada mais baixa, e os porretes de<br />
madeiram foram distribuídos pelos hóspedes que queriam tentar a sorte.<br />
Um a um, iam sendo vendados e tentavam acertar a piñata. Ela ria com<br />
as tentativas, até que alguém, no meio da confusão, conseguiu acertar<br />
o cavalinho.<br />
Sangue espirrou pelo salão. Gritos ecoaram enquanto jorros e mais<br />
jorros de balões negros e vermelhos caiam do teto. Bev pensou que se<br />
sentia como Carrie, naquela fatídica noite, e resolveu voltar para o<br />
quarto, antes que mais alguma coisa acontecesse&#8230; Afinal&#8230; Era mais<br />
uma festa do Overlook Hotel!</p>
<p> </p></div>
<p><!--~-|**|PrettyHtmlStart|**|-~--></p>
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		<title>Caminhos da Vida</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 13:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[3a. edição]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis,
Mais um conto para nosso 3º concurso. Boa leitura.
- Andy Dufresne

Por: Vic Donatti


 - Puxa, finalmente deu certo, estamos planejando esta viagem há tempos, nunca dava certo&#8230;
 
 - É verdade, sai de Sampa vai ser bom por uns dias, foi sorte sua amiga ter achado um chalé em Sorocaba, perto de todo e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=147&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis,</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Mais um conto para nosso 3º concurso. Boa leitura.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy Dufresne</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">Por: Vic Donatti</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- Puxa, finalmente deu certo, estamos planejando esta viagem há tempos, nunca dava certo&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- É verdade, sai de Sampa vai ser bom por uns dias, foi sorte sua amiga ter achado um chalé em Sorocaba, perto de todo e ao mesmo tempo, longe de todos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- E vamos chegar rápido, a estrada esta vazia, além do que, você esta sentando a bota, né Stephen?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- Estrada livre, sem radar, por que não, querida? Além disso, quero chegar antes de anoitecer, quero examinar bem o chalé, para ver como estão as estruturas dele, e isto precisa ser sob a luz do sol, aliás, Christine, como foi que sua amiga conseguiu este chalé? Comprou?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- Acho que não é dela, é emprestado, eu não perguntei, não faz diferença&#8230;faz?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- Se estiver inteiro, não, mas se não estiver, vamos embora. Não vou passar meu tempo consertando um chalé velho&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Quinze minutos após, estavam cortando uma estrada de terra, velozmente, em direção ao quarto chalé, o número 41 da estrada. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Aparentemente, parecia muito bem, uma sólida construção de madeira, carvalho provavelmente, envernizado e bem cuidado. Tamanho médio, quase encravado na mata cerrada, que rodeava toda a região, mostrando o quão grande e majestosa é a natureza. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ao redor, uma montanha verde, cravejada de árvores e vegetação nativa, a paisagem era linda, o local espetacular para alguns dias de paz e sossego, fugindo da cidade grande. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Stephen tentou fazer uma ligação, mas o celular não dava sinal naquela região, “Uau, pelo menos também ninguém nos importunará neste local, embora fiquemos incomunicáveis..” Stephen parecia feliz, embora gostasse de ter seu velho Motorola sempre à mão, para qualquer eventualidade&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Christine já estava lá dentro, remexendo nas coisas, procurando as luzes, mas não havia luzes&#8230;não havia eletricidade lá no chalé. Sua amiga não tinha contado este detalhes. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- Vamos voltar, precisamos comprar velas e fósforos – berrou lá de dentro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- Brincou, não tem energia ou esta desligada? Melhor ver se não esta desligada, pode ser que tenham cortado a luz, se não pagaram a conta, ou então esta desligada na chave geral. Procure a chave geral. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- Você esta vendo fios chegando até aqui? Pois então, agora estou reparando, não tem fiação na rua, então não tem eletricidade. Temos que voltar rápido, antes que escureça. Não quero entrar aqui no escuro!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- Já começaram os problemas, nem bem chegamos&#8230; Ora, se vamos ficar isolado, qual o problema em ficar sem eletricidade? Vai perder as novelas? Dane-se! Vamos ficar aqui mesmo, que se foda a eletricidade, quero descansar. Passamos esta noite aqui, no escuro, amanhã eu saio e vou comprar velas enquanto você desfaz as malas e arruma as roupas nos armários.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Pronto, Christine já ficou emburrada, não gostava de ser contrariada, e gostava menos ainda de ficar num lugar sem luz, nem tinham trazido lanternas, como seria se tivesse que ir no banheiro no meio da noite? Ou tomar um pouco de água? Água quente, provavelmente, pois não havia geladeira; sem energia, sem geladeira, claro!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Levaram a malas para dentro, esvaziaram o carro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O interior do chalé parecia ordenado, pouca poeira, mobília bem cuidada, nem parecia um local raramente visitado nos últimos anos, certamente deveria estar infestado de aranhas e outros bichos, mas nem isto havia, estava realmente limpo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ele era composto por uma grande sala, com lareira, na entrada. Um pequeno banheiro encravado numa parece, apenas uma portinhola com um nicho para uma pia. Um lavabo estilizado. Nos fundos, uma cozinha ampla, com fogão à lenha, uma grande mesa de centro e muitos utensílios antigos, de ferro, madeira e barro. Pelo visto, teriam que reaprender a cozinhar, como nos tempos de seus avós&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Os quartos eram pequenos, um deles com uma grande cama de casal, com um grande armário ocupando toda uma parede, com 5 portas. Grande, imponente. Uma penteadeira antiga, forte, uma peça clássica, com dois bancos, espelho. Uma bela decoração e nada de pó acumulado nem mesmo na colcha. Certamente alguém deve ter ido lá e limpado há pouco tempo. No lado oposto ao armário, uma grande janela que dava visão para os fundos da casa, ou seja, uma vez aberta, teríamos toda a natureza à nossa disposição. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O outro quarto continha duas beliches e um pequeno criado-mudo entre elas. Um baú fazia as vezes de guarda-roupas e a janela era pequena, também com vistas para os fundos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Um pequeno corredor interligava os quartos à cozinha e sala, mas faltava alguma coisa&#8230; Cadê o banheiro? Havia um pequeno lavado num nicho na parede da sala, mas nada de sanitários, chuveiro e outros bichos. Onde estariam? Será que era do lado de fora? Mais complicações&#8230;não haviam visto nenhuma outra construção ao redor do chalé, nada que pudesse ser um banheiro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Saíram, rodearam a casa, o sol ia ser por em poucos minutos, não encontraram nenhum banheiro, mas certamente deveria haver um. Onde se faziam as necessidades naquele lugar, cacete? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Havia uma picada na mata, saindo da parte traseira da casa, era possível enxergar um caminho no meio da floresta, seria ótimo para uma exploração amanhã, o tal contato direto com a natureza, era o que procuravam. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Banheiro externo, nada. Será que faltou ver algum lugar dentro? Voltaram, vasculharam a casa, não acharam mais nada. O jeito era dormir antes que escurecesse. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Retiraram apenas umas poucas roupas das malas, apenas o necessário para arrumarem a cama, uma bermuda para Stephen e uma camisola para Christine. Chinelos. Uma garrafa de água para Christine, uma de coca para Stephen (que não toma água). Nada mais. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Conversaram um pouco na sala, Christine deitada no colo dele no sofá, o lugar era aconchegante, procurariam lenha para acender a lareira no dia seguinte. Não que estivesse frio, mas a lareira acessa traria luz permanente ao chalé durante a noite, o que resolveria o problema de iluminação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Aqueles dias, cujo prazo ainda era incerto, pois não sabiam quanto tempo ficariam por lá, serviria para aparar algumas arestas do relacionamento, uma tentativa de fazer com que o namoro de alguns anos se tornasse sólido o suficiente para se tornar casamento, ou então, que ficasse claro que nunca passaria disto, seria namoro permanente até que algum dos dois, ou ambos, partissem para outras aventuras, ou mudasse o rumo de sua vida. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ficaram conversando por quase uma hora, o sol já tinha se posto, a escuridão já era total, mas tinham memorizado o caminho até o quarto, não seria difícil chegar até lá, quando o sono viesse e o papo terminasse. Resolveram ficar um tempo em silêncio, pensando na vida, contemplando aquele silencio tão raro de se obter na cidade, a magia do momento, o som dos animais noturnos, alguns grilos próximos faziam suas serenatas, ao longe se ouvia o barulho das árvores chacoalhando, pelo visto estava ventando bastante&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Barulho!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Acordaram sobressaltados!<span> </span>O que houve? Estavam no sofá, cochilaram&#8230;ela no colo e ele com a cabeça pendida no encosto do sofá, o pescoço doía. Barulho de que? Era chuva, e não parecia pouca coisa, pelo visto o famigerado santo que mora no céu estava lavando o quintal, e não fazia conta de desperdiçar água, não deve haver problemas de racionamento de água no céu, devem possuir um sumidouro inesgotável de água lá em cima&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Era melhor irem para a cama, passou da hora. Checaram as horas no celular, pouco mais de 22h. Era cedo para dormir, gostavam muito da noite, gostavam de dormir tarde, gostavam de aproveitar a noite, ele para leituras, ela se revezava entre o micro e a tv, normalmente os dois ligados, tentava navegar na Internet e assistir tv ao mesmo tempo, invariavelmente perdia algo da tv e ficava chateando, perguntando o que foi que determinada personagem falou na novela, ou no filme, perturbando a leitura do amado. Relacionamentos, nuca é perfeito, mas pode tentar ser adaptável. Eles buscavam isso, naquela semana. Stephen tirou uma semana de féria, com opção de prolongar por mais uns dias, Christine era corretora de imóveis, não tinha obrigações fixas, poderia até ficar um mês fora. Stephen era advogado, embora fosse executivo de uma gravadora, sua paixão era a música, além da leitura. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Sem energia, não poderia ler a noite e tampouco ouvir seus CD´s, uma chateação, não resta dúvida, mas era somente por uma semana, depois tudo voltaria ao normal, poderia voltar a dormir ao som de Bach, tomar banho ouvindo Beethoven e ler ao som de Gershwin e Cole Porter. A gente pode não ter muito controle sobre a vida, não sabemos o que vai acontecer no próximo segundo, mas podemos deixá-la mais divertida e especial, escolhendo sua trilha sonora. Ao menos, esta parte da vida nós podemos dirigir.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Resolveram lavar o rosto, uma topada aqui, uma tateada acolá, chegaram ao nicho, lavaram as mãos e o rosto. Tinha até sabonete lá, muito estranho&#8230; Seguiram para o quarto, não foi difícil chegar, bastou seguir o corredor, não havia nenhum obstáculo no caminho para dificultar, então esta parte foi fácil. Se beijaram, trocaram de roupa e se deitaram. Ele não queria coberta, ela não dormia sem coberta, o jeito foi dobrar ao meio, ela ficou com as duas partes&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Nada melhor do que o barulho da chuva para dormir, mas ainda faltava alguma coisa antes de dormir&#8230;sim, claro! O ambiente era favorável, cheiro de mato invadia o quarto pelas frestas da janela, o amor estava no ar, a paixão queimava, então a natureza, em sua extrema beleza, se fez presente naquele quarto escuro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Agora sim, o sono esta chegando, a chuva não para, parece apertar, mas nem mesmo goteiras no telhado havia, uma verdadeira tranqüilidade&#8230;adormeceram abraçados. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Ouviu isso, Stephen? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Não, o que?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Esse barulho, raspando&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Onde? Perai&#8230;estou ouvindo agora, baixinho&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- O que é isso, Stephen?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Não sei, deve ser lá fora, algum bicho, sei lá&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Mas parece ser aqui dentro, estou ouvindo, se fosse lá fora o barulho da chuva abafaria, é aqui dentro, tem algo aqui!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Espera, parece mesmo, mas, estranho&#8230; parece que esta aqui no quarto, mas como é possível? Não há mais nada aqui, será um rato? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Não&#8230;sei, mas precisamos descobrir.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Como? Sem luz, como vamos procurar alguma coisa? Deixa para lá, vamos dormir, amanhã procuramos no claro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Eu não vou conseguir dormir com algo dentro do quarto!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- E qual a sugestão? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Não sei, quais as opções? Considerando-se que é dentro do quarto, onde poderia ser? Guarda-roupa?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Guarda-roupa&#8230;é, deve ser, algum rato perdido lá dentro. E como vamos ver, não tem luz, porra!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Ouviu? Ouviu?? São passos! Passos!! Passos dentro do armário, merda de casa maldita escura! Tem alguém lá dentro, Stephen, faça alguma coisa!!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Eu não ouvi passos, como pode ter alguém andando dentro do armário, você é histérica, Christine! Pára!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- NÂO! Ouvi passos no armário, te alguém lá, ai meu deus&#8230;não devíamos ter ficado aqui isolados, sem luz!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Sossegue! Se você acha que são passos, o que é uma insanidade da sua parte, eu vou lá e abro a porta, se tiver alguém, tem que sair, certo? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Não! Não vá, amor, pode ser perigoso!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Cacete, você não quer esperar até amanhã, mas também não quer que eu vá ver, decide! Vou ver ou ficamos aqui?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Eu vou com você, vamos ver, eu não vou conseguir dormir sem saber quem ou o que esta lá dentro&#8230;escuridão maldita!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Desceram da cama, caminharam lentamente na direção do guarda-roupa, estavam agora lado a lado, Christine abraçada em Stephen, que procurava a maçaneta para abrir o armário. Era um armário de madeira maciça, haviam diversas portas, ele resolveu começar pela do meio, mania de simetria&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Achou a maçaneta, puxou&#8230;nada! Nem um barulho, nem um ruído, passo algum, nada. O silêncio dentro do quarto era total, lá fora ainda se ouvia a chuva martelando a floresta violentamente, parecia que nunca teria fim&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Segunda porta, abri e&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- AAAAHHHHHHHHHHHHH&#8230;Stephen!! O que é isso?? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Um vulto pequeno saltou colidindo com eles, sentiram o arranhar de unhas nas pernas nuas, era um gato&#8230; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Merda de gato! </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Calma, Chris, pelo menos agora sabemos de quem eram os passos assustadores&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Vai à merda! Poderia ser outra coisa!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Claro, andando dentro do armário, gnomos, talvez&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Idiota!<span> </span>Onde foi este maldito gato agora? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Bom, pelo barulho, acho que saiu do quarto, esta em outro lugar da sala, impossível achar agora. Deixa ele lá, trancamos a porta e voltamos a dormir.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Esta bom, então vamos, mas tenho certeza que não vou dormir mais nesta casa&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Adormeceram&#8230;.</span></span></p>
<div style="border-right:medium none;border-top:medium none;border-left:medium none;border-bottom:windowtext 1pt solid;padding:0 0 1pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O dia seguinte acordou barulhento, um pica-pau bicava o batente da janela, grilos serestavam, ao longe o marulho do vendo chacoalhando as árvores, a luz era intensa lá fora, os raios solares entravam pelas frestas da janela, o dia amanheceu lindo, após uma noite de tempestades. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Christine acordou, tateou a cama, cadê Stephen? Um salto! </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Não havia ninguém mais na cama! </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- STEPHEN! </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Nada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- STEPHEN, CADÊ VOCÊ??</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Nada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Assustada e irritada, abriu a porta do quarto, gritou novamente&#8230;nada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tomou coragem, sempre olhando para todos os lugares para ver se o gato não lhe pregaria outro susto (era gato mesmo? Não deu para ver&#8230;)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Esquadrinhou toda a casa, nada. Abriu a porta da rua, o carro sumiu! Onde teria ido? Até a cidade comprar velas? – pensou. Impossível, sem avisar ele não faria isso, além do que, sempre acordou depois dela, não fazia sentido. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tentou ligar, mas o celular continuava sem sinal (maldito lugar!), deu uma volta em torno da casa para colocar as idéias no lugar, pensar no que fazer, como Stephen saíra da casa sem acordá-la, abriu a porta, saiu com o carro, mas a porta estava trancada por dentro, só havia uma chave, e ela estava do lado de dentro da porta&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Perdida nos pensamentos, olhou ao redor para ver se havia alguma casa, alguém a quem perguntar se tinha visto um carro saindo, ou ouvido, ou qualquer merda que fosse! Só aí ela reparou, a picada na mata&#8230;agora era dia, será que Stephen teria entrado lá para explorar? </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Era dia, havia sol, um calor mediano, a natureza era linda, por que não dar uma conferida? Vamos lá&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Chegando à entrada, notou que a picada subia em direção ao morro, depois fazia uma curva e sumia em torno, parecia uma longa viagem, então resolveu voltar para pegar uma garrafa de água, calçar um tênis e encarar a trilha. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ao entrar na trilha, reparou que estava imensa na floresta, havia um sol escaldante, mas apenas alguns raios passavam o cobertor verde que se formava sobre ela, então ela estava literalmente dentro da montanha, a visão era maravilhosa, mas a apreensão continuava, sozinha e agora no meio do mato. E se aparecesse um lobo, uma onça? Paciência. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Logo após a virada, a trilha seguia mais uns duzentos metros montanha acima, a garrafa de água estava pela metade, subida pesada para pernas paulistanas sedentária, a idéia de retornar começava a brotar em sua mente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Christine reparou que a floresta se modificava enquanto andava, as plantas era outra, as árvores muito maiores, a terra mais escura, as lindas flores que haviam na entrada agora não mais se faziam presente, o túnel que se formava agora era de um verde denso e um marrom quase preto, a ausência de outras cores era incômoda e inexplicável, aliás, inexplicável como tudo o mais daquela aventura, sem energia, um gato na madrugada (que não foi mais visto), o namorado some e agora esta trilha, que se modifica a cada avanço, que se transforma como se fosse um organismo vivo, como se estivesse penetrando na garganta da montanha, entrou pela boca, cruzou a língua, desceu pela garganta, explorou o duodeno e agora se encontrava no estômago, ou pelo menos esperava que não fosse isso, mas a metáfora lhe acompanhava nesta viagem solitária.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Um barulho! Olhou em volta, nada visível, apenas a mata densa, o cheiro forte de terra negra, impregnada de vida, mas uma vida que lhe arrepiava todos os pelos do corpo. Vida? Terra viva? Penetrando no interior da montanha? Mas não estava subindo? Não! Subiu duzentos metros, depois foi ladeira abaixo, de alguma maneira, tinha realmente ingressado dentro da montanha, pois não havia como ter escalado inteira, ela tinha muito mais do que duzentos metros de altura! Estava realmente, entrando na montanha, era melhor voltar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Parou, tomou<span> </span>restinho de água, olhou em volta, aguçou os ouvidos, nada, nem um som. Gritou por Stephen, embora com medo de atrair algo indesejável, mas nada, nem uma resposta, nem de Stephen, nem de mais ninguém&#8230; O jeito era voltar mesmo, andar até a estrada e conseguir carona, ou tentar achar algum vizinho em outro chalé, enfim, algo menos tenebroso do que entrar naquela montanha. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Voltou, começou a percorrer o caminho de volta, sempre em descida. Foram algumas dezenas de metros e, estacou! Descendo! Mas ela estava descendo quando estava entrando na montanha, agora estava fazendo o inverso, então deveria estar subindo, mas estava DESCENDO! </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Que porra é isso??</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Olhou para trás e viu um aclive, realmente, estava descendo&#8230; Como poderia ser?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Olhou em volta, aquele tubo denso, verde, agora se parecia com um intestino, um intestino delgado, cheio de dobras, artérias, reentrâncias, sim, aquilo estava vivo, a montanha estava viva, e ela estava sendo consumida pela montanha, de alguma maneira, mesmo tomando o caminho de volta, estava seguindo o mesmo caminho de quando entrou, era um caminho sem volta. Ela sabia. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Toda a sua vida passou pela sua cabeça, suas lembranças mais longínquas, a infância feliz, brincando com os avós, se dividindo entre o pai e a mãe, uma semana na casa de cada um, ambos disputando sua atenção com presentes compensatórios pela separação, e o pouco tempo livre de ambos. Os colegas da classe, as brincadeiras de queimada, o handebol e as medalhas conseguidas nos campeonatos do colégio, as amigas da rua, a sua melhor amiga que se matou com 11 anos por ter sido rejeitada por um colega de mesma idade, sua primeira vez naquela excursão ao sul do país, serras gaúchas, com Peter, aquele gaúcho miúdo &#8211; filho do guia turístico &#8211; que ela nunca mais viu&#8230; colegial, o professor de física pelo qual era apaixonado, mas que gostava mesmo era de uma dentuça que sentava atrás dela, interessante como o gosto das pessoas é algo completamente caótico, o feio parece bonito, o bonito enfeia e o ser humano constrói seu ideal de beleza baseado em conceitos meramente efêmeros, onde uma linha tênue separa a beleza da feiúra, a felicidade da tristeza, a união da separação. Faculdade, bons tempos, festas, boas notas, praia, lual, sim, aquela experiência traumática com a colega de barraca na praia, fatos da vida, somos constituídos de tudo aquilo que passamos, vivemos, fizemos e sonhamos, a mistura de tudo isso numa proporção incerta e aleatória resulta no ser humano que somos, naquilo que nos transformamos ao decorrer desta nossa vida terrena. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Melancolicamente, resignadamente, Christine continuou sua senda, sempre descendo, sempre reparando no cenário, nas mudanças, na capilaridade daquele túnel verde escuro, puxando para o avermelhado, escurecendo&#8230;a viagem deve estar chegando ao fim&#8230;.</span></span></p>
<div style="border-right:medium none;border-top:medium none;border-left:medium none;border-bottom:windowtext 2.25pt double;padding:0 0 1pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Christine!!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Christine!!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- O que? – sobressaltada</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Estou aqui te chamando já faz um tempo, já andei pela casa toda, é linda, mas não me agradou. A aura dela não bateu com a minha, acho que não nos entendemos, não vamos conviver bem, creio que vou procurar outra casa aqui no bairro, esta não vai servir. Estava lhe chamando para irmos embora, você parecia em transe, o que houve?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>- Nada&#8230;nada&#8230;creio que devo ter desligado por uns instantes, não dormi bem a noite passada. Vamos embora, eu te levo.</span></span></p>
<div style="border-right:medium none;border-top:medium none;border-left:medium none;border-bottom:windowtext 2.25pt double;padding:0 0 1pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Christine chegou em casa, achou melhor tomar um banho, despertar de vez e tentar por as idéias em ordem, ainda não tinha compreendido o que havia se passado. Despiu-se e entrou na água quente, relaxante&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tocou o telefone, uma vez, duas&#8230;três&#8230;.caiu na secretária eletrônica, recado gravado. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Saiu do banho, sentou na cama e massageou os pés, os saltos diários estavam cada vez deixando os pés mais doloridos, passou creme, massageou, olhou para a secretária e viu piscando o aviso de um recado gravado. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Levantou-se e apertou “play”:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Chis, você não vai acreditar! – era Stephen – Consegui tirar alguns dias de folga aqui no estúdio, estou com vontade de descansar, podemos passar uns dias maravilhosos juntos, falei com sua amiga, ela vai emprestar o chalé dela para nós, fica aqui pertinho de Sampa, em Sorocaba! Me ligue assim que pegar este aviso, já estou fazendo as malas e espero sua ligação para passar ai e te pegar&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O pote de creme caiu das suas mãos&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">FIM</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span><span style="font-size:small;"> </span></span></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/overloookhotel.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/overloookhotel.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/overloookhotel.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/overloookhotel.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/overloookhotel.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/overloookhotel.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/overloookhotel.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/overloookhotel.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/overloookhotel.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/overloookhotel.wordpress.com/147/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=147&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Pedra de Fenraht</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 13:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[3a. edição]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis,
Eis mais um conto para o deleite de todos. Não esqueça os comentários.
- Andy Dufresne

3º LUGAR
Por: Jack Sawyer

Madrugada nublada. Havia lua, mas devido ao clima, estava encoberta por nuvens finas.
Dois homens e uma mulher perseguem um outro homem pelas ruas da cidade. Iluminada pelas lâmpadas amarelas dos postes, vê-se apenas os vultos aqui [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=144&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis,</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Eis mais um conto para o deleite de todos. Não esqueça os comentários.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy Dufresne</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">3º LUGAR</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">Por: Jack Sawyer</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Madrugada nublada. Havia lua, mas devido ao clima, estava encoberta por nuvens finas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Dois homens e uma mulher perseguem um outro homem pelas ruas da cidade. Iluminada pelas lâmpadas amarelas dos postes, vê-se apenas os vultos aqui e ali. Finalmente, o homem já cansado, entra em uma ruela com a intenção de despistar seus perseguidores e é frustrado com uma enorme parede fechando sua escapada. Era um beco sem saída.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Encurralado e no escuro, ele vê seus algozes chegarem na entrada do beco, onde havia claridade. Eles se aproximam da vítima. A mulher ao centro e os dois homens pelas laterais. O homem perseguido foi recuando até se ver sem saída. Encosta-se à parede e aguarda. Observa a mulher que se aproxima, aproveitando que a lua revolve aparecer e a ilumina. Tinha um corpo esguio e usava uma máscara. Mantinha os cabelos compridos amarrados em um rabo de cavalo. Parecia ser a líder do grupo. Os outros dois eram fortes com aparência truculenta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Aproximaram-se do homem, acuando-o cada vez mais, até que, quando estava bem próxima dele, ela o atacou.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">000</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Eu estava voltando da balada, de madrugada, e ao passar pelo beco, vi o movimento. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A principio, achei que era um assalto, como tantos outros que haviam acontecido ali. Mas fiquei curioso. Escondi-me atrás de uns sacos de lixo, acumulados na entrada do beco, e fiquei observando. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Eram três, e o do centro, parecia, pelas formas, ser uma mulher. Eles haviam acuado um homem no beco. Parecia mais uma intimidação, pois ninguém portava arma. Assumiam uma postura de ataque, com os corpos levemente curvados, as pernas afastadas e os braços afastados do corpo, tal qual um urso preste a atacar. Não usavam luvas, e nas mãos pareciam&#8230; não, não pode ser, mas pareciam&#8230; garras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">De repente, a líder saca uma espada curta, de aproximadamente uns 30 cm, e enfia na barriga do sujeito, na altura do umbigo, e vai subindo, numa forma de ritual de morte, até a altura do peito.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">000</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Estava tão concentrado na cena que me assustei quando um rato passou por cima da minha mão. No apavoramento derrubei um saco de lixo e praguejei baixinho o meu descuido. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Instantaneamente os três olharam na direção da entrada do beco. Fiquei bem quieto, achando que eles voltariam a se concentrar na vítima, quando a líder disse quase rosnando.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- O que estão esperando? Vão ver o que foi isso.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Os dois brutamontes vieram na minha direção, com extrema agilidade. Saí correndo tentando tomar uma dianteira deles, mas eles eram rápidos. Comecei a entrar em vários terrenos, pulando cercas e grades para ver se atrasava um pouco o avanço deles, mas creio que os subestimei, pois apesar de grandes, eles faziam os mesmos movimentos e melhores.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Consegui subir em cima da laje de uma casa e fui passando de casa em casa, até que cheguei em um espaço vazio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">“<em>Mas que droga, tinha que ter uma piscina aqui?”.</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Quando olhei para traz, o sol já estava quase nascendo e os dois quase me alcançando. Sem pensar, atirei-me na piscina.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Se tivesse olhado, teria visto que um deles, ao perceber a claridade do alvorecer, pulou no vão entre duas casas e se escondeu embaixo dela. O segundo estava no meio da laje, quando percebeu o que estava acontecendo. Já era tarde de mais, a luz do astro rei o atingiu em cheio. Sem ter onde se esconder, virou cinzas no mesmo instante, vaporizando-se. Suas cinzas se espalharam pela piscina, levada pela brisa da manhã.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">ooo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Algum vizinho curioso ouviu o grito desesperado na madrugada e chamou a policia, através do disk-denúncia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Os investigadores começaram a analisar a cena do crime, coletando evidencias e entrevistando testemunhas, até conseguirem um retrato falado de uma pessoa, que saiu correndo do beco.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">ooo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Saí da piscina, com as roupas pesadas e pulei o muro do terreno, caindo do outro lado, todo desajeitado e ofegante. Quando me virei para conferir meus perseguidores, reparei que tinha sumido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Resolvi sair o mais rápido possível daquele terreno, antes que alguém começasse a achar ruim. Não tinha outra forma de sair do terreno sem passar em frente das enormes janelas. Tinha um menino assistindo desenho na sala, nem ia perceber eu passando. De repente, ele me olha e fica me encarando. Sem mais nem menos, ele dá um grito, chamando a mãe.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Manheeeeeeee. O homem da televisão ta aqui na janela da sala.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Sem entender o que o menino quis dizer, fiquei olhando a tv. A policia estava veiculando um retrato falado do assassino do beco, com um numero de telefone logo abaixo. Era o meu retrato.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Eles estavam pensando que eu era o culpado pela execução no beco.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Percebi que não era seguro ficar à vista. Saí daquele terreno e fiquei andando pelos cantos, desviando de ruas muito movimentadas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Já era tarde quando vi uma viatura se aproximando e entrei em uma livraria para me esconder.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O policial passou com a viatura, olhando para a livraria. Deu um cutucão no parceiro, mostrando o retrato falado e, em seguida, deu meia volta, parando em frente ao estabelecimento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Do outro lado da rua, olhos amarelos acompanhavam tudo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">ooo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Um dos policiais entra na livraria, enquanto o outro fica no carro, passando a situação pelo radio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A livraria não é muito grande, o policial logo me vê e vem na minha direção. Tentei escapar, mas vi, pela vidraça, o brutamontes do beco atravessando a rua e vindo na direção da livraria. Em vista das possibilidades de sucesso, achei mais vantagem ir com o policial. Quando vi o policial se aproximando, me ajoelhei e coloquei as mãos na nuca, demonstrando com esse gesto, que não iria resistir.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Os clientes haviam se afastado, pois o policial se aproximava com arma em punho, dando voz de prisão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">ooo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O policial do carro estava falando no rádio e atento a ação na livraria. Quando desligou o rádio percebeu um movimento à sua esquerda, do lado de fora. Um homem grande e forte com aproximadamente 1,80 cm se aproximava da viatura, as mãos para fora dos bolsos, não aparentava representar perigo. Calmamente, com a mão direita, o policial destravou a capa do coldre. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O individuo chegou bem perto da viatura e se abaixou, para ficar na mesma altura que o policial dentro do carro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Pois não cidadão? Em que posso ajudá-lo?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- No momento, preciso de uma “forcinha”. – e sem nenhum aviso, colocou a mão no ombro do policial, segurando firmemente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O policial tentou se libertar, mas a mão do sujeito o prendeu como garra, entrando em sua carne através do uniforme, e do colete à prova de balas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Aos poucos o policial começou a parar de se debater. Seus cabelos começaram a ficar brancos e sua pele enrugada. Estava envelhecendo enquanto sua força vital estava sendo drenada, ao tempo que o sujeito ia assumindo as feições do policial, seus olhos assumindo um amarelo mais intenso. Ao final, a cabeça do policial, já morto, pende para frente, pressionando a buzina por um tempo, até se transformar em pó, sobre o banco da viatura. Enquanto isso o metamorfo se dirige para a livraria.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">ooo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Dentro da livraria, o policial ouve a buzina sendo acionada, e fica indeciso entre render o prisioneiro ou ajudar o parceiro. O som pára de repente e ele volta sua atenção para o prisioneiro, quando seu parceiro entra na livraria.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- O que foi aquilo Nestor?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Nada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Sem aviso, o metamorfo segura o policial pelo pescoço com apenas uma das mãos e o ergue do chão. Com o movimento do braço e fazendo pressão com o polegar, o metamorfo quebra o pescoço do policial e o solta no chão. O homem cai como um boneco, todo torto, em posições antinaturais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Quando ele veio na minha direção, fiquei apavorado. Se ele fez isso com um policial treinado, imagine comigo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Conforme ele se aproximava, meu peito começava a queimar. Abri a camisa e puxei para fora o colar que meu avô tinha me dado. Era uma corrente fina com uma pequena pedra vermelha pendurada. Ela pulsava como se tivesse vida própria.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ao avistar a pedra na minha mão, o metamorfo cessou o avanço. Parecia temer a pedra, ou admirá-la.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Conforme eu apontava a pedra para ele, a intensidade do brilho aumentava, e ele recuava ainda mais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Comecei a ter uma ponta de esperança, coloquei a pedra na sua frente, e tomando coragem, comecei a avançar em sua direção.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Enquanto eu ia chegando mais perto, o rosto dele ia mudando de forma, acredito que eram todas as identidades que ele assumiu. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A criatura foi se afastando até ficar encurralada. Segurei bem firme a pedra e coloquei bem perto da criatura. A pedra vibrava na minha mão e estava muito quente. De repente, o metamorfo, começou a ficar disforme, tomando a forma de pequeno ciclone e vindo na direção da gema, em uma espiral nebulosa, sugada por um feixe de luz vermelha emitida pela pedra. Finalmente o raio de luz se recolhe, tragando o metamorfo para dentro dela, para dentro da pedra, que volta a ficar fria e sem vida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Resolvi sair dali rápido. Os dois policiais, provavelmente já pediram reforço, e não seria inteligente permanecer no local, com dois policiais mortos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Meu plano foi por água abaixo, quando vi parada na porta a mulher que executou o cara do beco. Ainda estava vestida toda de preto e tinha na sua mão direita a espada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Olhava-me com raiva. As unhas de sua mão esquerda se alongaram, parecendo garras. Estava curvada para frente com as pernas levemente abertas, em posição de ataque. Pequenas presas, alvas e pontiagudas, brotaram de sua boca.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A intenção era clara, me matar. Eliminar o único elo da corrente de eventos que a ligava ao assassinato.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tentei usar a mesma tática que havia usado contra o metamorfo. Apontei a pedra para ela, mas nada aconteceu, havia algo errado. Percebi um leve sorriso em seu rosto. A pedra estava sem vida, não tinha mais aquele brilho rubro e intenso. Meu avo disse que a pedra de “Fenraht” era um forte amuleto, mas eu nunca imaginei contra o que ela deveria me proteger.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">- Essa pedra não tem o mesmo efeito sobre mim, garoto.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Com um sorriso amarelo, perdendo a confiança, comecei a me afastar, ainda com a pedra na mão, com a esperança de que de repente, ela voltasse a funcionar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Sem aviso algum, e com a agilidade de um gato, ela saltou sobre mim, com a espada em punho.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Eu caí sentado, com os dois braços cruzados sobre o rosto, tentando instintivamente me proteger do derradeiro golpe, desejando apenas que nada daquilo estivesse acontecendo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Automaticamente, a pedra começou a brilhar. Um brilho diference, verde que aumentou de intensidade, envolvendo nós dois. Tudo parecia em câmera lenta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">ooo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Eu estava voltando da balada, de madrugada, e ao passar pelo beco, vi o movimento. Imaginei que fosse mais um assalto. Peguei meu celular e liguei para a policia e dei meia volta, escolhendo outro caminho. Estranhamente, a jóia que eu carregava pendurada no pescoço, sem que eu percebesse, foi aos poucos perdendo o brilho.</span></span></p>
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		<title>Vidas</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 20:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[3a. edição]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis,
Mais um texto para ser devorado e ir para votação. Boa leitura.
- Andy Dufresne

Por: Castle Rock

Estou morto  agora.
 
Mas nem sempre  foi assim.
 
Nasci na merda,  num país de merdas, governado por merdas.
Não conheci  minha mãe, até onde me lembro, ela vendia o que sobrou do seu corpo a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=141&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis,</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Mais um texto para ser devorado e ir para votação. Boa leitura.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy Dufresne</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">Por: Castle Rock</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Estou morto  agora.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Mas nem sempre  foi assim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Nasci na merda,  num país de merdas, governado por merdas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Não conheci  minha mãe, até onde me lembro, ela vendia o que sobrou do seu corpo a quem  interessasse em troca de comida em algum moquifo embolorado perdido nesses  confins.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Matei meu pai  enquanto ele dormia, após uma tentativa frustrada em tentar abusar de mim e aos  13 anos estava nas ruas tentando juntar os cacos de minha jovem vida em meio às  drogas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Aos 15, já era  um homem, minha aparência e sagacidade chamaram a atenção do tráfico, que viu em  mim a oportunidade perfeita para faturar em cima dos “bacanas” da cidade.  Freqüentei altos círculos da sociedade, andava com as melhores roupas de grife e  com carro do ano, tudo financiado pelo dinheiro do cartel, em troca, me tornei o  maior traficante de cocaína e heroína da região, freqüentei festas, orgias e  bacanais, tudo regado à “ouro em pó”, enriqueci e ajudei o trafico a financiar  guerras com o dinheiro que faturava.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Me casei 3  vezes, matei minhas 2 primeiras mulheres de overdose (acidentes acontecem,  claro).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Mariana, minha  terceira esposa, eu amei. E esse foi o meu fim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Por ela, quis  abandonar as drogas, com ela tive Pietro, meu querido e amado filho Pietro, que  vi morrer em meus braços no dia do acerto de contas, no dia em que percebi que  você nunca consegue deixar as drogas. Enquanto meu filho sangrava em meus  braços, o fato de eu ser estéril nunca contribuiu em momento algum para que  diminuísse meu amor por ele e por ele eu lutaria por justiça.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Mariana  enlouqueceu e eu, também. Em sua quarta tentativa de suicídio, internei minha  amada numa clínica terapêutica, e passei 2 anos arquitetando minha vingança à  quem havia destruído minha vida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Jardel, então  chefe do trafico e mandante do crime que acabou com minha vida era inacessível,  mas os anos passaram e eu me tornei um homem influente e principalmente temido,  afinal, eu conhecia toda a podridão que circulava pelo alto escalão da sociedade  e havia chegado a hora de cobrar alguns “favores”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Estava na hora  de colocar meu plano em prática, forcei o delegado de polícia a organizar uma  força armada e invadir o cartel, mesmo essa atitude indo de encontro aos  interesses dele e de Jardel, afinal, todos queriam uma fatia do bolo, ah ah ah.  Assim que começou a invasão, me esgueirei por becos e vielas que poucos  conheciam como eu e que me levariam direto ao meu destino: Jardel.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Foi fácil  encontrar o esconderijo do desgraçado, e mais fácil ainda apagar o Zélão, um  negão de   2 metros de altura, que passava a  maior parte do dia com a cabeça cheia de pó e só metia medo em nego que não  conhecia ele. Limpei a faca e entrei devagar no cubículo. Encontrei a luz do  banheiro acesa e entrei chutando a porta. Encontrei o filho da puta cagando, e  ia matar ele ali mesmo, no meio da merda, mas parei no último instante, senti  que aquilo não tinha nada de justiça, matar aquele sujeito não traria Pietro de  volta e nem faria Mariana voltar à realidade, já estava desistindo de tudo  quando um tiro varou meu peito, entrando pelas minhas costas e atingindo Jardel  bem no meio da testa. Vi o desgraçado escorregar para o chão e senti um cheiro  de merda misturado à sangue. Virei-me, e antes de tudo ficar escuro vi Mariana,  parada no escuro, chorando e tremendo, me lembrei de Pietro, me lembrei do amor  e antes mesmo de fechar os olhos, já havia perdoado aquela mulher.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Acho que me foi  dada uma segunda chance, que meus últimos momentos da outra vida, fizeram por  merecer algum tipo de perdão pelo meu passado obscuro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;">Hoje, acredito  em Deus, pois renasci Anjo!!!</span></p>
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		<title>O Porto de Salles</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 20:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>charliesants</dc:creator>
				<category><![CDATA[3a. edição]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Hóspedes Fiéis,
Mais um conto concorrente. Boa leitura, e não esqueçam os comentários.
- Andy Dufresne

Por: Rose Madder

Estava arruinado. Seus quadros, outrora um sucesso, agora não passavam de velharias encalhadas nas galerias de arte. O que antes valia milhões, agora as pessoas não queriam nem de graça.
Não sabia o que tinha acontecido com seu sucesso.
Mas se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=overloookhotel.wordpress.com&blog=3360616&post=138&subd=overloookhotel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Caros Hóspedes Fiéis,</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Mais um conto concorrente. Boa leitura, e não esqueçam os comentários.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>- Andy Dufresne</em></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Por: Rose Madder</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Estava arruinado. Seus quadros, outrora um sucesso, agora não passavam de velharias encalhadas nas galerias de arte. O que antes valia milhões, agora as pessoas não queriam nem de graça.</p>
<p class="MsoNormal">Não sabia o que tinha acontecido com seu sucesso.</p>
<p class="MsoNormal">Mas se tivesse sido uma pessoa mais consciente e temerosa do futuro, não teria perdido tudo, nem caído na miséria. Acontece que quanto mais ganhava, mais gastava. Mulheres, viagens, bebidas, festas, drogas. Curtir a vida era a melhor coisa, ele era rico, tinha tudo que precisava, sucesso, uma casa magnífica, muita grana.</p>
<p class="MsoNormal">Mas o sucesso se foi, a grana acabou, a casa foi hipotecada e leiloada. Agora viva nas ruas. Nas ruas! Como acreditar nisso? Ontem, disputado, aclamado, adorado. Hoje um reles mendigo sujo.</p>
<p class="MsoNormal">Sobrevivia recolhendo latinhas e recicláveis do lixo, o que rendia alguns centavos, dava pra comer pelo menos. Comprava todas as noites um litro de vinho barato, desses que outrora ele usava para encher sua banheira e tomar banho de vinho, mas que agora usava para se embebedar e ver se, ao menos por algumas horas, conseguia esquecer sua condição miserável.</p>
<p class="MsoNormal">Sua casa? Que piada, sua casa agora era uma caixa de papelão velha, que ele forrava com jornal, onde guardava sua maleta com algumas peças de roupas encardidas e rasgadas. Fazia dois anos que estava nessa vida.</p>
<p class="MsoNormal">Até que estava encarando bem sua condição, afinal estava vivo apesar de tudo. Mas o que já era ruim, ficou pior. Enquanto dormia, ela apareceu.</p>
<p class="MsoNormal">Não sabia quem era ele e nem o que queria. Não o conhecia, até o momento em que apareceu na frente de seu caixote velho. Um sujeito enorme, bem vestido, bonito. Olhar profundo e intrigante.</p>
<p class="MsoNormal">- Olá Dany, como vai? Muito confortável ai em seu lar magnífico? &#8211; perguntou o estranho.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-indent:-18pt;">- Quem é você e como sabe meu nome?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-indent:-18pt;">- Sem perguntas. Vim aqui porque preciso de você. Você é um lixo humano e não tem validade alguma pra ninguém, mas eu precisarei de ti, e você vai ser muito grato a mim por isso.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-indent:-18pt;">- O que você quer? Quem é você?</p>
<p class="MsoNormal">Sem aviso algum, o estranho deu um chute bem no rosto de Danny, que sentiu os dentes afundarem e o sangue inundar sua boca.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-indent:-18pt;">- Eu disse sem perguntas. Não entendeu ainda? Eu mando, você obedece.</p>
<p class="MsoNormal">Danny não disse nada. Mesmo se quisesse não conseguiria, sua boca estava inchando cada vez mais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">- Tenho um serviço pra você. Algo bem fácil que até um idiota imbecilizado como você será capaz de fazer sem erros. Assim espero, porque se errar, não terá uma segunda chance.Ouça bem porque não vou repetir. Hoje, meia noite em ponto, vai chegar um carregamento no porto de Salles, no navio South Wind. Quero que você vá até lá, mate todos os tripulantes e roube a carga. Viu? Simples assim. Mate a todos, roube a carga, fim. Depois disso, farei com que você recupere tudo aquilo que perdeu e volte a levar aquela vida leviana e estúpida que você vinha levando ultimamente.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-indent:-18pt;">- Danny começou a falar, mas rapidamente foi atingido por outro pontapé que fez três de seus dentes caírem no chão. Sua boca latejava insistentemente.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;">- Eu já disse, sem perguntas. Faça o que estou mandando. E nem pense em tentar fugir, porque, onde quer que você vá eu te acho, pode apostar que sim.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;">Dizendo isso o estranho, começou a se transformar. Sua boca abriu mostrando dentes caninos muito salientes, seus olhos antes verdes, agora estavam vermelhos e irradiavam maldade. Sumiu bem diante dos olhos abobalhados de Danny, que agora olhava para sua garrafa de vinho como se alguém tivesse botado um alucinógeno bem potente lá dentro.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;">
<p class="MsoNormal">Eram 11:30 da noite. Danny estava se dirigindo ao porto de Salles. Nas mãos uma madeira como vários pregos enormes enferrujados cravados nela. Estava disposto a fazer o que lhe foi ordenado pelo estranho. Primeiro é claro, porque não queria perder mais nenhum dente. Sua boca doía horrores. Depois porque tinha esperanças de que o estranho fosse cumprir sua promessa e traria sua vida de volta.</p>
<p class="MsoNormal">Observou o único navio que estava ancorado no porto. <span lang="EN-US">South Wind. Era este. </span>Pelo que pode notar, o navio chegou antes da hora ao porto e os tripulantes já tinham desembarcado. Havia lá dentro apenas dois seguranças, armados um no navio, outro na plataforma do porto. Matou os dois com o porrete improvisado. O segundo foi mais difícil pois ele resistiu, mas quando os pregos perfuraram seu crânio ele desmaiou e Danny terminou de mata-lo. Entrou no navio e foi até a sala de cargas. Estava lá. Não tinha sido informado claramente do que tinha que levar, mas sabia que era aquilo. Um caixão. Mas não um caixão comum. Não. Um caixão magnífico, o mais bonito que ele já tinha visto em toda sua vida. Todo recoberto de rubis e outras pedras preciosas.</p>
<p class="MsoNormal">Não resistiu e abriu o caixão para ver o que tinha dentro. Uma linda jovem, extremamente bonita e com rosto angelical jazia dentro do caixão. Sentiu um impulso enorme de beija-la e quando se reclinava para tocar seu lábio ela abriu seus olhos e isso foi a ultima coisa que ele viu.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Lá fora no porto, ele a esperava. Quando ela surgiu não pode deixar de conter um arrepio de satisfação. Estava linda, como sempre. Séculos de separação não tinham modificado em nada sua beleza eterna. Ela sorriu pra ele, a boca cheia de sangue do idiota que tinha acabado de matar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-indent:-18pt;">- Enfim, meu amor, juntos novamente.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-indent:-18pt;">- Sim querida. Dessa vez foi muito fácil encontrar um idiota que viesse aqui para lhe transmitir a vida que você necessitava para sair de seu calvário. O coitado acreditou que teria novamente sua vida de riquezas, mas o que precisávamos ele já nos deu. Sua insignificante alma, pelo menos fez algo de bom na vida, que era trazer você de volta para mim.</p>
<p class="MsoNormal">Ela sorriu e ele sentiu o peito estourar de tanta felicidade. Ver aquele sorriso era tudo que ele precisava.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-indent:-18pt;">- Ele tinha um gosto horrível de vinho barato. Vamos meu bem, vamos embora desse lugar.</p>
<p class="MsoNormal">E aquele lindo casal foi embora aos risos, e quem por eles passasse também se contagiava com sua alegria, e por fim, acabava sorrindo também.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
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