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O Gênio da Lâmpada

com um comentário

Caros Hóspedes Fiéis,

Eis o primeiro conto para participar do nosso concurso de contos de Final de ano.

Espero que gostem.

- Andy Dufresne

 

Alberto estava sentado a beira mar, pensando na vida, estava acostumado àquela cena. Do vai e vem das ondas. Num momento de distração uma pequena onda trouxe um objeto até seus pés.

 

___ O que será isso?

 

Pegou o objeto e examinou, era uma garrafa antiga, feita com um material que lembrava porcelana, só que mais resistente, seu formato lembrava um vidro de perfume, arredondado em baixo e com o gargalo fino e comprido.

 

Tinha uma cor bem indefinida, algo que lembrava o roxo bem escuro e havia inscrições que ele não podia identificar, mas, parecia estar gravada em ouro.

 

Estava lacrada, a tampa tinha uma trava fácil de ser removida, a curiosidade dele estava aguçada, pois a garrafa apesar de ter cerca de quinze centímetros pesava cerca de uns vinte quilos.

 

Abriu!

 

Uma fumaça verde começou a sair da garrafa e a tomar forma. Uma mulher morena, com trajes sensuais e olhos verdes apareceu:

 

___ Quem é você? – perguntou Alberto a moça.

 

___ Meu nome é Zoraide. Sou um gênio, você me libertou da minha eterna prisão. Agora sou sua escrava e posso realizar três pedidos seus.

 

___ Mas isso parece um conto de fadas…

 

___ Não meu amo e senhor, não é um conto de fadas, é a pura realidade, com todas as conseqüências que podemos acarretar, por isso eu peço ao senhor, que reflita muita antes de fazer seus pedidos, pois toda ação tem uma reação, que pode ser boa ou ruim.

 

            Alberto levou zoraide para sua casa, ela a serviu como uma boa escrava, servia-lhe a mesa e na cama, de acordo com a vontade dele, ou ele pensava que era assim.

 

            Muitos meses depois Alberto andava pensativo, comia pouco e não procurava Zoraide. Quando ela perguntou o que estava acontecendo ele respondeu?

 

___Zoraide, eu queria usar meu pedido.

 

___ Amo! O senhor pensou bem?

 

___ Claro que sim. Há meses venho pensando, tanto no pedido quanto nas conseqüências, e eu resolvi pedir muito dinheiro, para que eu possa ajudar meus irmãos.

 

___ Então o senhor quer ter muito dinheiro?

 

___ Sim.

 

            Zoraide cruzou os braços em torno de seu corpo, fechou os olhos e se concentrou no pedido de Alberto, foi nesse momento que o telefone tocou:

 

____ Alo! Antonia, oi querida irmã!… O que?… Quando…Mais como isso foi acontecer Antonia?… Irei já para ai minha irmã.

 

            Alberto desligou o telefone muito triste, com os olhos lacrimejando, mal pode olhar para Zoraide.

 

___ Algum problema amo!

 

___ Meu irmão morreu. Meu amigo morreu Zoraide, você sabe o que é isso? Acho que não, pois você é uma gênia.

 

            Zoraide não disse nada, mas, seu olhar era de muito ódio e saiu pensativa da sala.

 

            Foram dias muito tristes aqueles, Alberto era filho de um segundo casamento entre Sr. João e dona Albertina, ambos já falecidos, tinha uma irmã por parte de mãe e um irmão por parte de pai. Era muito ligado a eles.

 

            Após cinco dias depois do falecimento de Otaviano, Alberto recebeu um telefonema da empresa em que seu irmão trabalhava:

 

___ Alo!

 

___ Boa Tarde! Por favor, o Sr. Alberto Tuffik?

 

___Ele mesmo.

 

___ Sr. Alberto, eu me chamo Regina Moraes e trabalho na M & M construções, a empresa onde o seu irmão trabalhava.

 

___ Sei. Conheço a empresa.

 

___ Estamos ligando, pois não sei se o senhor sabe, mais seu irmão deixou um seguro de vida no nome do senhor…

 

___ Como?

 

___ Ele não tinha filhos, esposa, e o parente mais próximo seria o senhor, então ele colocou a apólice em seu nome…

 

___ Não posso acreditar.

 

___ O Senhor poderia vir aqui assinar a documentação e receber seu dinheiro.

 

___ Só uma pergunta? De quanto é esse seguro?

 

 

Alberto ficou pasmo com a noticia. Teria alguns milhões em sua conta em poucas horas, parecia um sonho, mas, esse sonho tornou-se pesadelo.

 

___ Zoraide!

 

___ Sim amo!

 

___ Você ouviu o telefonema?

 

___ Sim, amo!

 

___ Eu queria ficar rico, pedi isso a você antes daquele telefonema horrível, agora por causa da morte do meu irmão fiquei milionário. Usei o pedido em vão.

 

___ Creio que não amo!

 

___ Como assim?

 

___ Seu desejo foi realizado, o senhor não pensou na conseqüência que ele traria. Seu irmão precisou morrer para que o senhor ficasse rico.

 

___ Não pode ser. Eu matei meu irmão? Foi minha culpa?

 

___ Não meu amo! A culpa é do poder do além. Alguém mais antigo que o próprio universo. O lado negro de todo o ser humano.

 

___ Como vou viver sabendo que meu irmão morreu por minha culpa. Por um desejo meu de ficar rico.

 

Os anos se passaram e Alberto esqueceu sua dor. Estavam levando uma vida de luxuria e prazer, tinha sempre ao seu lado as mais belas mulheres. Até que um dia confessou a Zoraide ter um grande amor.

 

___ Zoraide eu amo uma mulher há muitos anos. Pensei que poderia viver com ela, mas descobri que ela é casada com um homem sem escrúpulos. Um Ogro que a maltrata, dizendo-lhe palavras horríveis e surrando-lhe quando ela tenta separar-se dele.

 

Alberto lembrou-se que tinha mais dois desejos, olhou fixamente para Zoraide que adivinhando seus pensamentos se precipitou:

 

___ Qual é o seu desejo amo?

 

___ Eu desejo que Cassandra crie coragem e largue o marido para viver comigo, pois sei que meu sentimento também é correspondido.

 

___ Seu desejo é uma ordem.

 

Em menos de meia hora Cassandra bateu à porta de Alberto. Estava apenas com a roupa do corpo, disposta a viver com ele até que a morte os separasse.

 

Alberto viveu dias felizes, mal podia acreditar que uma vez na vida sentia-se inteiramente feliz. Só que tanta felicidade durou pouco, um dia Hemergildo (ex-marido de Cassandra), invadiu a casa de Alberto. Entrou no quarto onde os dois se amavam, e com um cinto começou surrar a ex-mulher. Enfurecido Alberto apanhou um castiçal de bronze que estava em cima da penteadeira e o deitou na cabeça de Hemergildo, fazendo jorrar sangue por todo o local.

 

Alberto foi preso. Julgado e condenado. Cassandra nunca fora visitá-lo na cadeia, apenas Zoraide se dava a este trabalho, por ainda estar presa a ele. Não agüentando mais a vida de presidiário, Alberto fez seu ultimo pedido a Zoraide:

 

___ Zoraide! Quero fazer meu último pedido.

 

___ Sim amo! Tenho que alertá-lo que assim que seu desejo for realizado eu voltarei para meu mundo.

 

___ Mesmo assim Zoraide, eu preciso fazer esse pedido. Eu quero que meus problemas se acabem.

 

Zoraide se concentrou pela ultima vez e desapareceu. Alberto caiu desacordado no chão da sala de visitas. Quando os médicos da prisão chegaram, ele estava morto.

 

Vinte anos depois…

 

Soraia caminhava sozinha pela praia. Encontrou uma linda garrafa roxa com inscrições douradas ao abrir a tampa um homem seminu que usava um turbante na cabeça, surgiu.

 

___ Quem é você?

 

___ Sou o gênio da lâmpada, me chamo Tuffik.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por charliesants

23/12/2008 às 04:13

Uma resposta

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  1. Conto muito interessante. Parabéns.

    Andy

    charliesants

    23/12/2008 em 04:48


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